Flor de Pedrouços comemorou 91º aniversário

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O Grupo Dramático e Recreativo Flor de Pedrouços comemorou 91 anos de existência. O ponto alto foi no domingo de manhã, com a realização de uma sessão solene, que contou com a presença de algumas individualidades do concelho, que não quiseram deixar passar em branco o aniversário da colectividade da área do teatro mais antiga o concelho da Maia.

A sessão começou com o hastear da bandeira, acompanhado pela Fanfarra dos Bombeiros de Pedrouços. Nessa altura, o presidente da Câmara da Maia deparou-se com uma reclamação de uma munícipe. Dizia-lhe a senhora que tinha ido a um passeio e que só lhe tinham dado um pão com carne no meio. Uma reclamação que mereceu reparo por parte do representante da Federação das Colectividades do Distrito do Porto. Depois, numa homenagem ao edil da Maia, os dirigentes pediram a Bragança Fernandes que retirasse a bandeira que tapava na parede uma fotografia sua.

A primeira intervenção surgiu pela voz do presidente da assembleia geral. Francisco César foi vários anos presidente da direcção e chegou mesmo a pensar deixar o associativismo. O cansaço começava a pesar. No entanto, “por imperativos óbvios decidi continuar”. Imperativos que se prendem com a falta de gente nova que queira trabalhar para a colectividade. “Se não forem os mais velhos a dar o exemplo aos mais novos, elas (colectividades) não conseguem continuar. E hoje em dia é difícil ser-se dirigente, temos que fazer das tripas coração”, afirmou.

Mas apesar de todas as dificuldades, o Flor de Pedrouços vai conseguindo realizar algumas actividades, afirmou o presidente da direcção, José Matos. Exemplo disso é a revista à portuguesa que estreou no sábado à noite. “Espero que o Flor seja cada vez mais Flor”.

José Neves de Oliveira, em representação da Federação das Colectividades do Distrito do Porto, considerado já um amigo da colectividade maiata, deixou uma palavra que incentivo a Francisco César, que demonstrou estar cansado do associativismo. “O associativismo não cansa. Deus queira que daqui a 10 anos ainda cá esteja”.
Também o presidente da Assembleia Municipal da Maia, Luciano Gomes, louvou o trabalho desenvolvido pela colectividade, deixando votos para que consigam captar o interesse dos jovens.

Em dia de festa, Bragança Fernandes, aproveitou para anunciar que a edilidade maiata tinha adquirido a casa que serve de sede ao Flor de Pedrouços, bem como a casa contígua. “A escritura vai ser feita em breve e como só queremos que as colectividades se sintam bem e por isso vamos fazer um contrato programa para que possam usufruir do espaço a título gratuito”, contou.

Depois, falou na crise, “dos tempos difíceis que se aproximam” e nos cortes levados a cabo pelo Governo no que toca às transferências para a autarquia. “São menos cinco por cento e eu quero entendam que a capacidades financeiras da Câmara da Maia não são as mesmas”, justificou.

Isabel Fernandes Moreira