Folgosa com uma nova Casa Mortuária

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“A partir de hoje, aqui será o cais de embarque para a eternidade”. Foi assim que o pároco de Folgosa e vigário da Maia, Orlando Santos, se dirigiu à população da freguesia, que, no passado domingo, logo depois da eucarística da manhã, não faltou à inauguração da Casa Mortuária de Folgosa.

Descerrada a placa pelo presidente da Câmara da Maia, Bragança Fernandes, pelo vice-presidente da autarquia, António da Silva Tiago, pelo presidente da Assembleia Municipal da Maia, Luciano Gomes, e pelo presidente da Junta de Freguesia de Folgosa, Luís Cândido Sousa, o pároco benzeu o novo espaço que, de acordo com o autarca local “vem dignificar todas as cerimónias fúnebres”.

A nova casa mortuária de Folgosa é composta por duas capelas, um hall de entrada e espaços de apoio, numa área de 135 metros quadrados. A intervenção alargou-se ao espaço envolvente formado pela igreja de S. Salvador, pelo cemitério, a Junta de Freguesia e pelo espaço público ajardinado anexo, unificando uma zona pública com uma centralidade evidente para a freguesia, que terá funções quer de estacionamento de apoio aos equipamentos descritos, quer de espaço polivalente que albergará eventos exteriores.
A obra resultou num investimento do município da Maia na ordem dos 250 mil euros.
Na sua intervenção, Luís Cândido assumiu estar “feliz” por esta concretização que era uma carência, embora esteja consciente que a obra “não vai agradar a todos, dada a dispersão geográfica da freguesia de Folgosa”, justificou.

A esse respeito, o padre Orlando Santos recordou que até agora os corpos ficavam em câmara ardente nas três capelas da freguesia, que têm outra finalidade que não a de velar os mortos. “O respeito pela presença eucarística do Senhor em duas delas tornava-se inadmissível”.
Uma vez que Folgosa era ainda a única freguesia da Maia que não tinha este equipamento, o vigário da Maia apelou ainda para que “não se perca tempo a criticar e a esperar o que os outros podem fazer por nós”. O pároco felicitou ainda o autarca de Folgosa pelo “empenho, esforço e paciência” em conseguir esta obra.
De acordo com o presidente da Câmara Municipal da Maia, Bragança Fernandes, a edilidade adquiriu, “há vários anos”, três lotes de terreno no local, na altura ainda era presidente de junta Altino Maia, que também marcou presença. Pensaram-se vários projectos, entre os quais um parque e uma capela. “Na altura, fez-se um parque provisório, que deu bastante jeito quando se realizam funerais. Depois surgiu uma segunda hipótese, que foi colocar esta casa mortuária junto ao cemitério, mas finalmente chegamos a esta conclusão”, recordou o edil.

Aproveitando o facto de estar em Folgosa, Bragança Fernandes apontou ainda algumas obras que estão projectadas para a freguesia, nomeadamente a construção de uma escola para a qual apresentaram uma candidatura ao QREN – Quadro de Referência Estratégica Nacional.
Para além disso, “nós temos várias ideias para Folgosa”, admitiu. Uma delas é a ampliação do cemitério. O projecto, garante o autarca, está pronto. Os terrenos estão em fase final de expropriação. “No próximo ano, julgo que vamos começar com a obra”.

Isabel Fernandes Moreira