Fumo coloca bombeiros em risco

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A saúde do bombeiro passa pela redução do risco respiratório, associado aos fogos florestais. Esta é uma das conclusões da Associação Chama Saúde, apresentadas no dia 16 de Julho, em Lisboa, no âmbito do estudo “Cuidar de quem cuida de nós: A saúde do bombeiro português”.

O trabalho implicou a realização de rastreios respiratórios e cardiovasculares a uma amostra de 357 bombeiros de 44 corporações – 102 com intervenções em área urbana e 255 em área florestal – no sentido de tentar construir um perfil sob o ponto de vista de saúde do bombeiro português e estimar o risco de lesão, estabelecer a prevalência de patologias nesta população e avaliar a prevalência de problemas respiratórios e cardiovasculares.

Tudo isto com o intuito de elaborar normas e medidas preventivas e até implementar parcerias para vigilância de saúde do bombeiro. Por isso, com relevância para as corporações de todo o país e não só das zonas abrangidas pelo estudo.

Na Maia, o comandante dos Bombeiros Voluntários de Moreira partilha de algumas destas preocupações, salientando a necessidade de analisar a que substância estão expostos os bombeiros e durante quanto tempo. Neste caso, porque é diferente a dimensão da exposição de quem se dedica a esta actividade a tempo inteiro e dos que exercem apenas voluntariado.

Os Bombeiros Voluntários de Pedrouços estão habituados a contextos de fogos florestais. Por tudo isto, impõe-se a utilização do equipamento de protecção individual. Quando não é usado, pode mesmo ter consequências disciplinares.

O comandante Domingos Brites reconhece, também, que nem sempre os bombeiros usam este equipamento da forma adequada, alegando que “embaraça e não facilita os movimentos do corpo”.

Marta Costa

(Notícia desenvolvida na edição de sexta-feira de Primeira Mão)

Áudio:

1. Ouça abaixo as declarações do comandante dos Bombeiros de Moreira da Maia, Manuel Carvalho

2. Ouça abaixo as declarações do comandante dos Bombeiros de Pedrouços, Domingos Brites