Fundação do Conservatório de Música da Maia perde 30 por cento de um financiamento que nunca teve

0
220

É com um misto de satisfação e boa disposição que o vereador do Pelouro da Cultura da Câmara da Maia recebe a informação que o Estado vai cortar 30 por cento do apoio que presta à Fundação do Conservatório de Música da Maia. Satisfação e boa disposição?

Sim, afinal a Fundação do Conservatório de Música da Maia não vai perder nada. Simplesmente porque não recebia qualquer verba do Estado. Quem 30 por cento vai perder de nada que recebia, continua a não receber nada. Logo, feitas as contas, tudo continua como dantes.

“Nós estamos a ser mal governados e os reflexos dessa governação inquinam a actividade do país. Conclusões desta natureza, depois de termos enviado toneladas de documentos, dá a sensação de quem anda a tratar disto não saberá do que anda a tratar”, comenta Mário Nuno Neves. “É tudo feito em cima do joelho, por pessoas, julgo eu, que não estão preparadas”, acrescenta.

A recomendação do Governo é de corte de 30 por cento dos apoios do Estado, excepto no que resulta de financiamento comunitário e nas actividades destinadas ao serviço directo da comunidade. Ora, a Fundação do Conservatório de Música da Maia nunca recebeu qualquer financiamento do Estado, tem apenas apoio de programas comunitários, via Programa Operacional do Potencial Humano (POPH), e reduz-se à prestação de serviços directos à população.

No entanto, este processo deixou satisfeito o vereador. Na primeira fase deste processo, referente à avaliação das fundações existentes em Portugal, a Fundação do Conservatório de Música da Maia foi uma das melhores classificadas.

Mário Nuno Neves salienta que é notável que uma fundação que se destina a actividades de índole cultural consiga chegar aos rácios positivos de equilíbrio financeiro, em comparação com outras instituições que obtém muitos apoios directos do Estado e se vêm condenadas a fechar as portas.

Aproveita para lembrar que a fundação “não tem vícios” e que nenhuma das pessoas que faz parte da administração recebe remuneração.

Assim sendo, o plano de trabalhos da Fundação do Conservatório de Música da Maia vai continuar sem sofrer qualquer alteração.