Garagem do Venepor assaltada

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Muitos carros, muitos estragos, mas poucos artigos furtados. Foi este o resultado do assalto a uma garagem do Venepor, na Rua Simão Bolívar, na noite ou madrugada de quinta-feira. O primeiro morador a chegar à garagem de manhã, por volta das 06h45, deparou-se com o cenário de destruição.

Quando se preparava para pegar no carro e sair para trabalhar, Jorge Sá, residente no prédio há pouco tempo, encontrou na garagem entre 15 a 20 viaturas “completamente danificadas”. Algumas com as portas estroncadas, mas a maioria com vidros partidos. O auto de notícia elaborado pela PSP da Maia, por se tratar de um crime público, contabiliza 36 viaturas envolvidas, destacando fonte da esquadra o facto de a maior parte ter sido apenas alvo de vandalismo. O morador acrescenta que o alvo foram as viaturas mais recentes, apesar de ter escapado uma que estava aberta, inclusive com o vidro aberto e um casaco pendurado nas costas do banco.

Tendo em conta que os assaltantes – mais do que um, acredita o morador, dado o número de viaturas vandalizadas – deixaram espalhados nos carros bens de que são exemplo carteiras e até cartões de crédito, deduz Jorge Sá que “o que queriam era, exactamente, documentação de viaturas”, assim como telemóveis ou aparelhos de GPS. Até porque todos os porta-luvas estavam abertos. Mas o resultado deste assalto acabou por não ser muito rentável. Fonte da PSP adiantou a PRIMEIRA MÃO haver apenas registo de uma carteira, um GPS, um PDA e dois auto-rádios furtados.

Resta saber como foi feita a entrada na garagem. Sem qualquer sinal de estroncamento na porta de entrada, admite que o(s) assaltante (s) tenha aproveitado a entrada de algum morador, e o tempo que a porta demora a fechar, para entrar também. Jorge Sá destaca o facto de, já de manhã, os moradores se terem apercebido que o travão estava desbloqueado, mas a acção pode já ter sido posterior ao assalto.

Na altura em que os agentes foram ao local, os moradores entenderam que cada um deveria apresentar a participação de crime contra desconhecidos, mas fonte da PSP disse a PRIMEIRA MÃO tratar-se de um crime público. Foi também solicitada a presença das equipas de inspecção, uma vez que foram encontrados vestígios de sangue em, pelo menos, duas viaturas e uma moto. Até ao fecho desta edição, essas equipas não tinham ido ainda à garagem, prevendo as forças de segurança que a tarefa de recolha de vestígios fosse dificultada pela retirada da maioria das viaturas para as reparar e poderem fazer a vida normal do quotidiano. Ainda assim, a mesma fonte da PSP admite que, “quase de certeza em poucos dias será desvendado”.

Nesta mesma garagem do Venepor, não há registo recente de algum assalto semelhante. Assim como não tem havido nos últimos tempos na área de intervenção da PSP da Maia.

Marta Costa