Gasin inaugurou centro de operações na Maia

0
307

Em funcionamento desde o final de Setembro passado, as novas instalações da área médica da Gasin foram inauguradas quinta-feira pelo secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro.
As novas instalações resultam da aplicação de inovações tecnológicas e de serviço que a empresa está a implementar. O novo projecto começou a tomar forma há cerca de um ano e integra um grupo de 140 colaboradores, dos quais 85 trabalham nestas novas instalações, que proporcionaram a admissão de 35 novos funcionários.
É numa área de mil metros quadrados que decorre todo o suporte administrativo e burocrático de suporte aos doentes assistidos pela Gasin. Em diversas salas faz-se o atendimento, a facturação, a gestão operacional e comercial da empresa.

Cláudia Carvalho, directora comercial da unidade, assinala que a inauguração foi uma forma de “celebrar a continuidade de um projecto de inovação, tecnologia, de desenvolvimento de recursos e competências humanas para estarmos mais preparados para servir os nossos doentes e parceiros”.
A Gasin está neste sector há muitos anos mas ainda não dispunha de uma estrutura do género, que resulta de uma avaliação dos novos tempos de gestão e organização empresarial. Até este momento, as actividades agora concentradas no Pólo de Serviços do Fórum da Maia estavam dispersas por vários locais.
É neste local que são desenvolvidas todas as acções de acompanhamento dos doentes ao domicílio. O primeiro passo é dado pelo doente ou unidade hospitalar, que contacta o call center da Gasin dando conta da necessidade de atender uma chamada ao domicílio. O segundo passo é dado pela área administrativa, operacional e clínica da empresa. A nova instalação na Maia “é o cérebro de todas as operações logísticas para todo o país”, assinala Cláudia Carvalho.

Os operacionais, que se deslocam a casa dos doentes, estão distribuídos por vários pontos do país, para poderem responder de forma rápida. Afinal, os doentes não podem esperar muito tempo pelos equipamentos de oxigénio ou ventiladores de que precisam.

O investimento foi de cerca de um milhões de euros, integrando já as instalações, a contratação dos novos recursos humanos, aquisição de software específico e equipamentos, seja para utilização nesta unidade seja pelos operacionais. Todo o circuito está informatizado e não há papéis em nenhuma fase da operação.
“A grande chave deste serviço é que o doente pode fazer certos tratamentos em sua casa e não necessita de estar no hospital. O que queremos é fazer serviços para chegar aos doentes crónicos, não só de doenças respiratórias, nos domicílios, e com rapidez”, refere a directora comercial da empresa. A maior parte dos doentes surge por indicação do Serviço Nacional de Saúde, que acaba por ser o cliente da Gasin na maior parte das situações.
As instalações de Perafita continuam activas, com a unidade fabril e outras áreas, como gases comprimidos, líquidos e hospitalares.

Gasin é líder em Portugal

A Gasin é uma das maiores empresas no mercado dos gases industriais e medicinais. A empresa foi fundada em 1966, em Matosinhos, por capitais portugueses. Em 1986 foi adquirida pelo grupo espanhol Carburos Metálicos e passou, em 1996, para o Grupo Air Products, uma multinacional norte-americana, que opera em 40 países.
Em Portugal é líder de mercado na área médica, em concreto nos cuidados respiratórios domiciliários, com mais de 50 mil doentes. Funciona 24 horas por dia, 365 dias por ano.