Giroscópio humano atrai jovens no Maiact

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Sol, calor, música, dança, diversão e adrenalina. São apenas algumas das palavras que se podem associar ao Actimax, o espaço radical até domingo disponível no Parque Central da Maia, no âmbito do Maiact 2010. Soma-se a diversidade das actividades, que vão alternando ao longo da semana para evitar a monotonia. Mas também trabalho. E voluntário.

Este ano, foram cerca de duas centenas os jovens que se inscreveram para o voluntariado do Festival da Juventude da Maia. Ao início da tarde de sábado, aquando da abertura do Actimax, estiveram reunidos numa espécie de briefing para a distribuição de tarefas. A caminho da sua missão, PRIMEIRA MÃO encontrou João Barroso, um jovem de 17 anos, residente em Pedras Rubras. A estreia, em 2009, revelou-se uma experiência de tal forma “fixe”, e num ambiente “espectacular”, que decidiu voltar a inscrever-se. Até porque fez amigos no ano passado, com quem trabalha estes nove dias.

João Barroso admite que o trabalho como voluntário “é cansativo”. Durante o dia, no espaço Actimax, a ajudar a monitorizar as actividades, e à noite a orientar as pessoas para os espectáculos musicais.

[audio:JOAO_BARROSO.mp3]

Quanto a expectativas para o Maiact 2010, estão especialmente voltadas para os espectáculos musicais, que “esperemos que sejam tão bons como os do ano passado”. Mas também se confessava tentado a experimentar algumas das actividades disponíveis no Parque Central da Maia. Em especial, o giroscópio humano.

Foi neste giroscópio humano que PRIMEIRA MÃO encontrou Fábio Lobo, mal o Actimax tinha aberto. Com apenas 12 anos, estava ali com amigos, apostado em experimentar coisas novas, até porque já conhece o parque radical de edições anteriores. E porque “gosto de coisas radicais”, confessou depois de descer do giroscópio. Aqui, “parece que vais cair e de repente vais outra vez para cima”, contou, rejeitando medo em algum dos momentos.

Esta foi também uma das diversões escolhidas por Tânia Monteiro, uma estreante no Festival da Juventude da Maia. Reside no Porto, mas veio parar à Maia por intermédio de outros amigos b-boys, com quem ia dançar. Aos 25 anos, e porque “é raro haver este tipo de eventos, principalmente no Porto”, rendeu-se ao Actimax, que descreveu como “espectacular”.

[audio:TANIA.mp3]

Para sentir o pulso aos primeiros “utentes” do Actimax, esteve no Parque Central da Maia o vereador do pelouro da Juventude da Câmara Municipal da Maia. Hernâni Ribeiro destacou a diversidade de actividades, “para aqueles que arriscam mais e para os que arriscam menos”, concluindo haver “pontos de interesse para todas as pessoas”. Não só os jovens da Maia, mas admitindo o também jovem autarca que a qualidade e a dimensão deste Festival da Juventude já se “tem afirmado na área metropolitana”.

Hernâni Ribeiro destacou ainda o “sucesso” do programa de voluntariado do Maiact, por se tratarem de jovens “com vontade de ajudar, de participar, de colaborar na organização, apenas com a satisfação de ter participado num evento destes”.

Marta Costa