Grupo de trabalho defende eliminação de pórticos na A4

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Foto de Arquivo
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A eliminação de pórticos na A4 e a introdução de outros dissuasores no acesso à Via de Cintura Interna (VCI) do Porto constam de um conjunto de 27 medidas apresentadas esta sexta-feira pelo grupo de trabalho, criado para estudar o descongestionamento desta via.

Os resultados foram apresentados ontem à tarde na Maia, numa reunião entre autarcas e responsáveis municipais e em que também participou o secretário de Estado das Infraestruturas, Jorge Delgado.

O estudo sobre a VCI foi recentemente concluído e identifica 27 medidas distribuídas por três áreas temáticas: gestão de portagens, melhorias da infraestrutura e gestão da Infraestrutura.

No que concerne à gestão de portagens, o grupo de trabalho propõe “a eliminação de pórticos na A4”, como forma a desincentivar o recurso à VCI.

Uma medida que deverá, defende o grupo, ser complementada com “a introdução de pórticos dissuasores no acesso à VCI através da A3 e da A28”, o que permitirá uma redução de tráfego, “nomeadamente do tráfego de pesados nesta via”, refere o grupo de trabalho em nota de imprensa.

No leque de medidas apresentadas inclui-se a análise de cenários de alteração de portagens para desincentivar o uso abusivo da VCI, com o objetivo de evitar o pagamento noutras vias, nomeadamente a A41 e a A4.

Estão igualmente identificadas melhorias de sinalização de orientação em vários pontos, inclusive melhorias das pinturas e inscrições de segregação de vias na aproximação e saídas dos nós.

O relatório do grupo de trabalho propõe também a instalação de painéis eletrónicos informativos de mensagem variável; o reforço de pórticos eletrónicos de informação e controlo de velocidade; a partilha de informação entre centros de comando e a partilha de dados de contagem de veículos e de acidentes.

Da lista de medidas consta ainda o reforço da assistência à via em caso de acidente ou avaria; a criação de passagens de emergência e zonas de inversão para veículos de assistência e socorro; e a definição de planos integrados de desvio de tráfego em caso de emergência.

Das 27 medidas apresentadas, cerca de 16 são referentes a intervenções para melhoria das infraestruturas no curto e médio prazo, cujo valor estimado de investimento ronda os 1,5 milhões de euros, a suportar pela IP – Infraestruturas de Portugal e pelo Município do Porto.

Recorde-se que a criação deste grupo de trabalho foi anunciada em setembro pelo secretário de Estado das Infraestruturas, Jorge Delgado, dias depois de a Câmara e a Assembleia Municipal do Porto terem aprovado uma moção para proibir o tráfego de veículos pesados de mercadorias na VCI, ficando estes veículos isentos do pagamento de portagens na A41, também designada por Circular Regional Externa do Porto (CREP).

À data, o governante, em declarações aos jornalistas no final da reunião com os autarcas do Porto e Maia, disse não ter a certeza de que a isenção de portagens na CREP seja a solução para o congestionamento da VCI, e adianta que está a ser estudada uma intervenção em pórticos da A4.

Os dados mais recentes, citados esta sexta-feira pela Câmara do Porto, indicam que a carga de tráfego na VCI é cerca de sete vezes superior à da CREP: aproximadamente 112.000 veículos/dia versus 17.000 veículos/dia.

Em 2017, um estudo da FEUP sobre as condições de circulação na VCI estimava que cerca de 40 mil viagens, que representam cerca de 29 mil veículos, utilizavam a VCI como via de atravessamento, concentrado nos períodos de ponta da manhã e da tarde por se tratar de viagens pendulares casa-trabalho e casa-escola.

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