Grupo Soja entrega seis mil euros à Raríssimas

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Até ao final do ano, está garantido o tratamento a um utente da Delegação Norte da Associação Raríssimas, sedeada em Milheirós, na Maia. Graças ao apoio de seis mil euros na quarta-feira entregue pelo presidente do Conselho de Administração do Grupo Soja de Portugal, que se comprometeu também a ajudar a divulgar a existência da associação.

São já vários os parceiros do grupo, nas áreas em que desenvolvem a actividade económica, mas este é o primeiro na área da saúde. Surge no âmbito da política de responsabilidade social do grupo e depois de ter sido diagnosticada uma doença rara a duas crianças de uma funcionária da empresa., que decidiram apoiar de imediato, até porque são tratamentos “muito caros” e “o Estado não disponibiliza apoios específicos e de qualidade”, lamentou o presidente do conselho de administração, João Pedro Azevedo. A esse apoio financeiro somaram o apoio à família, por exemplo, a nível psicológico.

Dispondo de diversos meios de comunicação, o Grupo Soja de Portugal compromete-se, de acordo com o protocolo celebrado na quarta-feira, a divulgar porque apoiam a Raríssimas e, “de certa forma, sensibilizar as pessoas, as empresas, as organizações para este tipo de organizações que, no fundo, fazem serviço público e substituem o Estado”.

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Além dos seis mil euros entregues esta semana, o empresário admitiu uma renovação ao apoio financeiro do Grupo Soja de Portugal, já que estes utentes precisam de “tratamento continuado”, para ser eficaz. E porque entende que “não é aqui que se deve poupar”.

Nesta Delegação Norte, a Associação Raríssimas apoia doentes com patologias raras com idades entre os um e os 57 anos. Mas o mais comum é chegarem utentes com idades entre os dois e os 18 anos. O centro apoia os portadores de doenças raras, mas também familiares e amigos que convivem de perto com estas situações. Ao todo, são 18 utentes, dos concelhos da Maia, Gondomar, Vila Nova de Gaia, Porto, Santo Tirso, Valongo e Vila do Conde.

Responsável pela delegação e pelo Centro Raríssimas, Joaquina Teixeira continua a eleger como prioridade o diagnóstico destas patologias, “que não é fácil”. E existem mais de sete mil doenças raras.

Com tratamento diários, e intensos, o espaço do Centro Raríssimas já não permite acolher mais utentes. Daí que o desejo da associação seja ter no Norte uma Quinta dos Marcos, isto é, um equipamento social semelhante ao que está já a ser construído em Lisboa, “pioneiro em todo o Mundo” e que disponibiliza lar residencial e unidade de cuidados continuados, entre outros”.

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Para isso, adiantou Joaquina Teixeira, é necessário um terreno com seis a sete mil metros quadrados, com uma área de construção de aproximadamente cinco mil metros quadrados.

Marta Costa