Há 55 anos a “trabalhar para as pessoas”

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A Santa Casa da Misericórdia da Maia (SCMM) faz  hoje 55 anos. Foi fundada a 27 de Novembro de 1954. Em tempo de aniversário, a provedora da instituição aproveita o site da Internet  para convidar “a conhecer um pouco mais da actividade de apoio social desta Misericórdia”. Como se de uma homenagem se tratasse a quem mantém a instituição a funcionar diariamente.

Na mensagem subscrita por Lurdes Maia, destaca-se o “esforço e dedicação, em total voluntariado, dos Irmãos e dos Membros dos Corpos Sociais”, bem como dos mais de 350 colaboradores “que fazem da instituição uma família” e que garantem o apoio as mais variados níveis: crianças, jovens, idosos e comunidade em geral.

A PRIMEIRA MÃO, a provedora da Misericórdia da Maia justifica a mensagem com a necessidade de mostrar que a instituição de solidariedade foi criando novas valências para responder às novas necessidades da comunidade. “Porque nós estamos a trabalhar para as pessoas”, sublinha. Daí que às creches, infantários, lar e centro de dia se tenham juntado projectos como o que resulta da colaboração com o Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT), o Contrato Local de Desenvolvimento Social (CLDS) ou os Gabinetes de Inserção Profissional (GIP):

[audio:Aniv_SCMM.mp3]

Por falar em novos desafios, Lurdes Maia dá conta das pessoas que solicitam a integração nos centros de dia da Misericórdia da Maia, apesar de não terem a idade mínima para aceder a essa valência, os 65 anos. Nestes casos, porque tiveram algum problema de saúde ou por não terem a necessária retaguarda familiar. E estão a receber esse apoio, nomeadamente através dos centros comunitários, embora desejando a provedora que “as instituições de solidariedade não fossem necessárias”.

Outro desafio que se coloca à SCMM, e a outras Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS’s), passa por assegurar os postos de trabalho. Sobretudo numa altura em que enfrentam alguns problemas de viabilidade financeira, decorrentes por exemplo do alargamento do horário do pré-escolar do sector público, a cargo das câmaras municipais. Lurdes Maia confessa-se preocupada, não só pela Misericórdia da Maia, mas pelas restantes IPSS’s do concelho que têm pré-escolar. Apesar dessa preocupação, a provedora da Santa Casa acredita que “não é nada complicado” encontrar uma solução benéfica para ambas as partes, até para não desperdiçar recursos. E assim evitar o que aconteceu com os ATL’s, “que foi muito complicado”, recorda.

Marta Costa