Homem que batia na mulher obrigado a tratamento psiquiátrico para não ser preso

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Homem que batia na companheira, enquanto viveram na Maia e em Braga, obrigado a tratamento psiquiátrico para ter pena suspensa.

Trata-se do caso de Giovanni de Lorenzo, de 30 anos, e da sua companheira Jéssyka, de 24 anos.

O Tribunal de Braga impôs, quinta-feira, a este homem, que foi julgado por agressões à ex-companheira, a submissão a tratamento psiquiátrico, exigência que é condição para que a pena lhe seja suspensa.

Questionado pelo juiz-presidente, Giovanni de Lorenzo, de 30 anos, disse que aceitava ser submetido a uma avaliação psiquiátrica e posterior tratamento.

O advogado da vítima, João Ferreira Araújo não se opôs, pelo que o Tribunal fará, a seguir, a leitura do acórdão, no qual, e ainda como condição da suspensão da pena a fixar, lhe deverá ser imposta a proibição de contactos com a ex-mulher e o montante em que terá de a indemnizar. Se não tivesse aceitado o tratamento médico, o arguido seria condenado a prisão efetiva.

A acusação que impende sobre o ex-companheiro de Jéssyka refere que viveram “como marido e mulher, durante oito meses em 2018, na Maia e em Braga. Duas semanas após o início da coabitação, na casa da Maia, o arguido disse-lhe que ela lhe punha veneno na comida e que “estava feita com pessoas” para o matar.

Nessas ocasiões, quando ela arrumava as coisas para sair, o arguido empurrava-a, dava-lhe pontapés no corpo, puxava-a pelos cabelos, e insultava-a e chamando nomes como “porca”, demónio”, “reles”, “brasileira de merda” ou “p…”. Além de que ameaçava que iria fazer mal ao filho e à mãe da ex-companheira, de acordo com a acusação, onde constam também agressões físicas como “murros e pontapés no abdómen”, assim como urinar-lhe em cima e deitar lixívia em cima das suas roupas.

A acusação relata ainda que a partir do momentos em que Jéssyka lhe comunicou que estava grávida, o réu prometeu que mudaria de comportamento, iria ao psiquiatra e tomaria a medicação, e convenceu-a a retomar o relacionamento. Pouco depois, passou a acusá-la de pretender abortar e fugir para o estrangeiro e proibiu-a de ir trabalhar.

Há dois anos, por falta de condições e atendendo ao clima de violência doméstica, o Tribunal de Família de Braga retirou-lhes a criança, logo após a nascença, e institucionalizou-a “para sua salvaguarda”.

A mãe, a Jéssyca, de 24 anos, que já fica com a menina aos fins de semana e em dias festivos como o do Natal, quer que ela venha para casa.

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