Uma horta à porta…de Milheirós

0
328
- Publicidade -

Foi apresentado no passado dia 13 de julho, no Jardim do Parque Central da Maia, o projeto de Arquitetura da Horta de Fundo de Vila e assinado o protocolo de cooperação  entre a Maiambiente, a Lipor, a Câmara Municipal da Maia e a Junta de Freguesia de Milheirós.

O projeto de arquitetura foi da responsabilidade do Gabinete Verdepróspero, com assinatura da Arquiteta Paisagista Renata Ferreira com a colaboração da Arquiteta Paisagista Cláudia Vilar.  Durante a tarde, foi  ainda possível participar em workshops de compostagem caseira e reciclagem.

Esta é a primeira horta promovida pela Maiambiente, que não pretende ficar por aqui. Para já, como explicou Carlos Mendes, responsável pela direção da empresa municipal, está a ser trabalhado este projeto para avançar em setembro com cerca de 2500 metros quadrados, distribuídos por 46 talhões, de cerca de 30 metros quadrados cada, em média.

É prioridade da Maiambiente…

Carlos Mendes explicou que é “prioridade da Maiambiente tentar sensibilizar a população e dar-lhe condições para que evite a produção de resíduos ou que reutilize os resíduos que produz.

Neste caso concreto, junta-se um pouco o que é esse objetivo com outro, que é o fomento da atividade ao ar livre, a participação de uma atividade comunitária, a prática de atividades mais antigas, como a agricultura, em particular, a de caráter biológico.

Há muitas pessoas que, embora tendo esse gosto, não possuem tereno. Outras pretendem ocupar o seu tempo, por estarem desempregadas ou reformadas. Desta forma, a Maiambiente cria condições para que as pessoas tenham um desenvolvimento do seu tempo mais equilibrado, mais sustentado e mais saudável”.

Está a ser elaborado o regulamento de utilização da horta, que terá à entrada uma zona mais demonstrativa com árvores de fruto e uma zona de lazer. Em caso de conflito será dada prioridade a quem for de Milheirós, mas as inscrições estão abertas a todos os munícipes.

Câmara e a Junta vão receber as inscrições e promover o projeto e a Lipor vai ser a entidade gestora da horta, já que tem uma vasta experiência nesta matéria, com o projeto Horta à Porta, em que se integrará este novo projeto.

De acordo com o presidente da Junta, Vítor Fontes, a freguesia tem caraterísticas rurais, mas muitas famílias já têm outro modo de vida e outras já não têm terrenos, o que torna importante haver esta iniciativa para continuar a dar ligação à terra. Garantiu que já há muitos interessados em se candidatarem a um talhão da horta.

52ª horta para o conjunto da Lipor

Emanuel Monteiro, técnico da Lipor, adiantou que esta será a 52ª horta implementada em colaboração com a Lipor no âmbito da parceria com os 8 municípios associados do projeto Horta à Porta.

A Horta vai começar no início de setembro, com perto de 50 talhões, mais de 2 mil metros quadrados. Assim, “a Horta à Porta já oferece mais de 100 mil metros quadrados de hortas nos municípios da Lipor, com perto de 1800 talhões”, sublinhou.

Além da vantagem de produtos mais saudáveis produzidos, existe a vantagem de se fomentarem as boas práticas agrícolas e de reciclagem de matérias orgânicas.

Este técnico explicou ainda que a “atribuição do talhão é precedida de um momento de formação de 12 horas em agricultura biológica em que se fala da compostagem, a ausência do uso de pesticidas, o que é fundamental para garantirmos a certificação biológica que é necessária para este tipo de hortas”.

Há cada vez menos desistentes dos talhões, explicou, pois a horta, hoje em dia, “é mais do que uma estratégia ambiental, é um espaço de socialização, de biodiversidade no meio da cidade que ajuda ao bem estar da comunidade e tem sido algo que tem ganho muita força nos últimos tempos e faz com que cada vez menos as pessoas desistam de ter um espaço deste género”.

É um projeto municipal e de responsabilidade social

António Tiago, vice presidente da Câmara da Maia, lembra que se trata de um “projeto municipal, mas desenvolvido pela Maiambiente e que se insere na responsabilidade social da empresa”.

“O projeto é suportado financeiramente pela Maiambiente, que comprou o terreno e vai realizar as obras, num custo global de 100 mil euros, sendo que só o terreno ficou por volta dos 70 mil. A Lipor entra com o conhecimento na formação das pessoas e na gestão da atividade na horta, implementando o regulamento”, explicou ainda António Tiago.

Tiago recorda que a autarquia maiata em parceria com a Lipor “tem um projeto já bastante consolidado com várias hortas por todo o concelho para que os maiatos possam desenvolver a sua agricultura e dali tirar os seus produtos hortícolas para consumo familiar. Assim, as pessoas podem ter uma vida mais saudável, já que também fazem exercício físico muito importante para uma vida ativa”.

Angélica Santos

- Publicidade -