Hortas sociais no centro da Maia

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foto A Santos
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Hortas sociais no centro da Maia abrem com o primeiro compostor comunitário da LIPOR.

A Câmara da Maia entregou esta tarde, de forma simbólica, um dos talhões de hortas biológicas a um dos hortelãos. Ao todo são 56 talhões de duas hortas no centro da cidade, no Bairro Jardins do Sobreiro, mas as medidas de segurança impostas pela pandemia fizeram a autarquia maiata escolher este simbolismo de entrega apenas a um dos utilizadores da horta, Manuel Ribeiro, que será também o “mestre” de compostagem.

A Câmara da Maia decidiu criar hortas biológicas e sociais nos empreendimentos do centro da cidade, sendo que os moradores que adiram à horta terão que aderir também a um projeto de compostagem comunitária, que a LIPOR está a testar também na Maia.

É o primeiro compostor coletivo que a LIPOR instala num dos oito municípios que compõem a comunidade intermunicipal, o projeto-piloto vai funcionar nesta horta da Maia, permitindo excluir o uso de produtos não naturais.

O arranque do projeto aconteceu esta tarde com a entrega de 56 talhões de hortas sociais biológicas no empreendimento, agora conhecido como Jardins do Sobreiro, um conjunto de blocos habitacionais onde vivem cerca de 1.200 pessoas.

Os talhões agora distribuídos abrangem quer moradores deste empreendimento, quer de outros locais da Maia.

O presidente da Câmara da Maia, António Silva Tiago, descreveu a iniciativa como “invulgar por ter sido escolhido um local no centro da cidade” e “inovadora pelas características ligadas à compostagem comunitária”.

“Não há nada tóxico que entre nestas hortas. Só produtos orgânicos”, sublinhou o autarca, salientando ainda que a iniciativa “insere-se no projeto BaZe Net Zero Carbon City, que tem por objetivo atingir a descarbonização do território”, numa área designada de projeto-piloto, mas que depois se poderá “espalhar por outros pontos do município”.

Na prática, as hortas sociais são atribuídas a interessados em gerir um talhão agrícola, mas que se comprometam a usar o “compostor inteligente” localizado no local e que servirá para desenvolver fertilizante natural através dos produtos orgânicos das cozinhas das famílias, bem como os chamados restos verdes.

Compostor comunitário funciona na Maia como projeto-piloto da LIPOR

O compostor comunitário tem cinco compartimentos, que vão albergando as diferentes fases de formação do fertilizante natural ao longo de cerca de 5 meses, num processo que será gerido pelos “mestres de compostagem” voluntários. Deverá haver cinco voluntários, que se comprometerão a orientar os restantes utilizadores das hortas na correta deposição dos biorresíduos no compostor e na sua manutenção até à obtenção do fertilizante natural a aplicar na horta.

“A Maia tem hortas em todo o concelho, mas estas são particulares por estarem no centro, a cerca de 100 a 150 metros da Câmara Municipal. O projeto faz parte de metas, temas e discussões que estão na ordem do dia que é a descarbonização”, referiu António Silva Tiago.

O autarca destacou ainda que o projeto “convida as pessoas a ter uma atividade física e a fazer economia”, descrevendo as hortas como “jardins” com uma utilidade mais sustentável a nível global, quer em termos ecológicos quer em termos sociais, e até ao nível da coesão. É que as hortas também são integradoras de pessoas com mobilidade reduzida e que usem cadeira de rodas.

Jardins elevados para quem se locomove em cadeira de rodas poder cultivar a sua área

As hortas possuem os chamados jardins elevados, com oito porções de terra ao nível das mãos para quem utiliza locomoção em cadeiras de rodas. Os eventuais utilizadores de jardins elevados podem plantar nos seus canteiros plantas aromáticas e culturas de pequena monta, tendo também o seu espaço de integração social nas hortas.

“Os compostores comunitários e a vertente de integração das hortas são duas novidades muito importantes neste projeto, fazendo todo o sentido ser instalado nestas hortas do bairro Jardins do Sobreiro, no centro da Maia, pois se a Maia se intitula um concelho que promove a coesão social não o faz da boca para fora”, afirmou Marta Peneda, vereadora do Ambiente da autarquia maiata.

Recorde-se que as hortas dos Jardins do Sobreiro inserem-se no projeto BaZe Net Zero Carbon City que a Câmara da Maia lançou e que “visa descarbonizar o território através de um leque de soluções inovadoras, envolvendo e mobilizando o cidadão para a adoção de comportamentos sustentáveis”.

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