Houve porcos e porquinhos no parque

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Uns são de comer, outros não. Uns são reais, outros de materiais reciclados. Os graúdos ficaram com os porcos de carne e os mais pequenos construíram réplicas de leitões, numa iniciativa que pretendeu incentivar a criatividade dos mais novos. O palco escolhido para o "Há Porco no Parque", que já vai na quinta edição foi, mais uma vez, o parque de estacionamento de Vermoim.
O número de visitantes continua a crescer de ano para ano e, mais uma vez, bateram-se recordes. Sem números exactos, o presidente da Junta de Freguesia de Vermoim, Aloísio Nogueira, garante que a primeira noite do festival, sexta-feira passada, registou "casa cheia", apesar de ser "a noite mais fraca do festival". Factos que determinam o êxito da iniciativa, que "é para continuar", garante Aloísio Nogueira. "Cada edição apenas se justifica pelo sucesso do ano anterior e tenho a certeza que à quinta edição vão suceder outras cinco, e assim sucessivamente", acrescenta o autarca. Uma aposta ganha e para continuar, uma vez que o "Porco no Parque" atingiu o "ponto de não-retorno", avança Aloísio Nogueira. "Agora não pode acabar", sublinha. A provar o êxito do festival está o aumento de espaço, que passou dos 600 metros quadrados de edições anteriores para 900 metros quadrados, assim como o número de tasquinhas, que agora são 20.

Os leitões reciclados

Em relação aos porquinhos, podiam não estar no espeto, mas nem por isso deixavam de ser interessantes. As obras elaboradas pelos pequenos dos infantários da Santa Casa da Misericórdia de Milheirós e Vermoim foram a concurso. Do júri também fazia parte Aloísio Nogueira que, adianta, viu "trabalhos muito interessantes". Além do estímulo da criatividade dos petizes, em jogo também estava "uma coisa que é muito importante na formação das crianças que é a necessidade da reciclagem e de se cuidar do ambiente de uma forma sustentável". "Estou muito contente com os trabalhos apresentados", confessou o presidente da junta de Vermoim.
Os mais pequenos apresentaram os trabalhos no palco do festival. Por lá desfilaram trabalhos interessantes, feitos de garrafas, panos, algodão e até palitos. O vencedor foi o pequeno Igor, com o "Spider Pig". O Igor levou para casa um leitor mp4. Os trabalhos foram desenvolvidos pelas turmas de quatro e cinco anos dos infantários da Santa Casa de Vermoim e Milheirós e a originalidade multiplicava-se. De todas a cores e feitios, os leitões apresentados pelos mais pequenos geravam sorrisos e até gargalhadas. Um dos porquinhos apresentados tinha um nome muito peculiar. Quando perguntaram ao autor qual o nome da "mascote", a resposta foi pronta: "Sócrates!".
Os porcos e, quem sabe, os porquinhos voltam para o ano, para aquela que já é uma tradição que homenageia outra tradição: o festival "Há Porco no Parque" que, há cinco anos, recria hábitos da ruralidade da freguesia de Vermoim que, por esta altura, nos meses mais frios, via acontecer a matança do porco. Para Fevereiro de 2011 o parque de estacionamento da freguesia veste-se outra vez de festival.