Idosos da Maia felizes por estarem vacinados contra a Covid19

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Foto A Santos
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Na Maia estão a ser chamadas pessoas com 73 anos para a vacinação anti Covid19. No segundo polo de vacinação Covid da Maia, instalado em Gueifães, a afluência tem sido grande. O processo de vacinação decorre em ritmo crescente, estando agora o concelho maiato a inocular uma média de 3.000 pessoas por dia.

Na visita realizada pelo Maia Primeira Mão ao Polo de Vacinação Covid Maia II, esta quarta-feira, dia 21, encontrámos alguns septuagenários, bastante satisfeitos com a chegada da sua vez de ficarem com mais defesas à Covid19.

Maria de Fátima Silva, de 74 anos, disse-nos que não teve receio nenhum de levar a vacina, acrescentando em tom de brincadeira que “tinha mais medo da agulha”.

Mas o bem maior impõe-se, até porque tem sido “horrível” viver “fechada” durante esta pandemia. Maria de Fátima tem cumprido com as restrições, uma vez que “é uma pessoa de risco, devido a doenças pulmonares”. Esta maiata apela a que todos cumpram com as regras, porque só assim e sem que ninguém “comece a abusar” é que conseguimos dominar a pandemia mais depressa.

José Teixeira, também de 74 anos, já há muito que esperava pela vacina. Para este maiato foi um dia feliz aquele em que foi inoculado. O que mais lhe custou foi ficar afastado da família neste último ano. Contou-nos que tem uma filha e netos a viverem em Lisboa, que há muito não o visitam pelos condicionalismos desta pandemia. José Teixeira está otimista, mas vai continuar a tomar todas as precauções, que lhe foram explicadas pela equipa no Centro de Vacinação, mas que, frisou, “nem preciso de ler, porque eu já me informei bastante, gosto de ler e estar informado”.

Maria da Conceição Teixeira, tem 75 anos, é viúva, e foi tomar a vacina ao Polo II “toda feliz”: “ao menos se a gente puder evitar o pior!”

Até agora viver em pandemia tem sido difícil e “aborrecido”, disse-nos, porque “temos que passar a maior parte do tempo em casa e sozinhos”. Maria da Conceição refere que tem três filhos e costumava ir almoçar a casa de cada um deles, à vez, aos domingos. Com a pandemia, “os meus filhos acabaram com isso, dizendo que não era por eles, mas por mim, para me protegerem…”

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