Imóvel da Via Periférica vai ser vendido à ESTAMO

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O edifício inacabado, há muito abandonado, junto à Via Periférica, na Maia, poderá vir a ser ocupado pelos serviços do SIS – Serviço de Informações de Segurança.
O imóvel fazia parte do activo do MAIA IMO – Fundo Especial de Investimento Imobiliário Fechado, e de acordo com a informação que chegou ao executivo, a ESTAMO, empresa do grupo PARPÚBLICA – Participações Públicas, SGPS, manifestou o interesse em comprar o imóvel. O fundo é gerido pela Fundimo, do grupo Caixa Geral de Depósitos.

De referir que a Câmara da Maia é a única accionista deste fundo. Como proprietária das acções neste fundo, deve ter conhecimento formal do negócio, mas não tem de o aprovar em reunião do executivo.
O número dois da autarquia, António da Silva Tiago, revelou a PRIMEIRA MÃO, que existe um “negócio” estabelecido com a ESTAMO. “É essa empresa que vai adquirir o edifício, vai adaptá-lo, e depois vai alugá-lo ao Serviço de Informações e Segurança”, adiantou.
Com a venda, o MAIA IMO deverá encaixar cerca de um milhão de euros.

Desta forma, parece estar à vista uma solução para um edifício que há muitos anos apresenta uma imagem de degradação, mesmo às portas de entrada do concelho.
Segundo o vice-presidente da Câmara da Maia, António da Silva Tiago, a estrutura já existente vai ser adaptada às futuras funções, será criado um acesso ao edifício a partir da Via Periférica, e os espaços exteriores serão ajardinados. “Vai ficar ali uma obra de arte”, diz.
A venda do imóvel já foi aprovada em Assembleia de Participantes do fundo de investimento, e caso seja favorável a decisão do conselho de administração da ESTAMO, deverão estar reunidas as condições para a realização da escritura de venda do imóvel.

Com mais de um milhão de euros a entrar no MAIA IMO, o município verá reforçados os seus recursos financeiros. “Foi para isso que o fundo foi criado. Para que o município da Maia, para além de dar um destino correcto e acertado aos vários activos que colocou no fundo, tenha se possível, uma mais-valia”, ressalvou.
PRIMEIRA MÃO aguarda ainda por mais esclarecimentos da ESTAMO a propósito deste assunto.

Fernanda Alves