Impulso no desenvolvimento urbano graças ao Portugal 2020

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Bairro do Sobreiro
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A Câmara da Maia realojou no último dia de março mais 14 famílias de etnia cigana em moradias unifamiliares, em Águas Santas. Trata-se da componente social do PEDU (Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano) aprovado há dias pela autarquia, e que vai permitir investir 20 milhões de euros até 2020. São verbas comunitárias, no âmbito do Portugal 2020, destinadas à reabilitação urbana.

“Este instrumento de gestão vai permitir um impulso concelhio no investimento público em várias vertentes como reabilitação e renovação urbana, a qualificação do espaço público, do edificado, designadamente das áreas envolventes à zona desportiva central, ao bairro do Sobreiro. Vai haver possibilidade de investirmos esse dinheiro de uma forma muito acertada”, afirmou o vice-presidente da Câmara da Maia, António Tiago.

Uma das principais caraterísticas deste Plano será dar relevância à mobilidade e ao incremento de zonas pedonais, explicou, “no sentido de motivar as pessoas a caminhadas e a passearem-se em meios suaves de bicicleta”.

A requalificação urbana desta estratégia municipal vai dar ainda prioridade a uma componente social fundamental também para a inclusão. Existe um projeto para apoiar socialmente habitações de algumas famílias ciganas que a autarquia tem vindo a realojar no concelho, ao longo dos últimos anos. “Com o PEDU será possível requalificar essas casas, que já estão a precisar de obras. Essa candidatura inclui verbas para uma intervenção física e imaterial nessas habitações”, referiu o vice-presidente.

António Tiago especificou que o realojamento recente das 14 famílias ciganas foi necessário devido ao grau de descaraterização em que se encontrava a área junto à A4: “Com a Brisa, a Câmara desenvolveu um projeto e realojou as famílais de uma forma muito digna em habitações unifamiliares, pequenas moradias em função do agregado familiar, desde T1 a T3. Fizemos isso com discrição, sem grandes campanhas nos jornais, pois consideramos que as famílias não devem ser expostas e devemos fazer estas ações sem nos colocarmos em bicos de pés”.

Além das habitações, o aglomerado contempla ainda um gabinete de apoio social, composto por técnicos diversos, como assistentes sociais e psicólogos, que se irá manter durante algum tempo na área para ajudar as famílias no que for necessário na sua adaptação.

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