Incêndio em garagem subterrânea na Urbanização Mestre Clara assustou moradores

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Um incêndio numa garagem subterrânea de um edifício de seis andares da Urbanização Mestre Clara, em Moreira da Maia, provocou um grande susto aos moradores, na noite de terça-feira, 14 de Junho. Dois moradores tiveram de ser assistidos no local, por uma equipa do INEM, devido à inalação de fumos.
O incêndio, que foi dado como extinto poucos minutos antes da meia-noite, destruiu um automóvel e uma motorizada, provocou vários estragos nas paredes e tectos da garagem, e danos consideráveis em, pelo menos, duas viaturas que se encontravam próximas. Devido às elevadas temperaturas, as paredes e tectos da garagem ficaram bastantes danificadas – parte do betão começou a cair e toda a instalação eléctrica foi destruída.

Ainda não são certas as causas do incêndio mas suspeita-se que poderão estar relacionadas com actos de vandalismo na viatura que ficou completamente destruída. No dia seguinte ao incêndio, ainda era evidente o cheiro a queimado no exterior do prédio. Lá dentro, uma equipa de 12 elementos precedia aos primeiros trabalhos de limpeza, e tentava restabelecer a iluminação da garagem, situada no piso -2, onde permaneciam as viaturas mais afectadas pelo incêndio. Os apartamentos não sofreram estragos. Apenas janelas negras de fumo e cheiro intenso a queimado.

A viatura de Paula Ferreira, moradora no primeiro andar, foi uma das mais afectadas. “A parte lateral do meu carro, que estava ao lado da viatura que ficou completamente destruída, com o calor acabou por derreter toda. A pintura e tudo o que era plásticos está derretido e os pneus rebentaram. Está cheio de danos”, conta. Ainda não sabia se o seguro do prédio iria cobrir os danos do carro que comprou há um ano. No entanto, como tinha seguro contra todos os riscos, no dia seguinte ao incêndio, recebeu instruções por parte da seguradora para o levar para a oficina. “Vai sofrer uma peritagem, e depois o seguro tomará as devidas diligências para ver quem serão os responsáveis pelo incidente”, referiu Paula Ferreira.
Cá fora, numa baía de estacionamento, encontravam-se algumas viaturas cobertas de um denso pó negro. Um casal de moradores preparava-se para levar à oficina duas dessas viaturas, de forma a averiguar a existência de danos ao nível da pintura e motor.

Os bombeiros de Moreira da Maia foram alertados por volta das 21h00. Os trabalhos de extinção do incêndio foram dificultados devido a uma falha no sistema de exaustão do edifício. “Se a extracção não funcionar adequadamente, o problema é gravíssimo, porque tem de se trabalhar em condições de atmosfera rara e com grandes fumos. Numa primeira fase, o sistema de extracção de fumos não estava a funcionar, o que obrigou à utilização de aparelhos respiratórios (aricas) e equipamentos para a extracção de fumos”, explicou Manuel Carvalho, comandante dos Bombeiros Voluntários de Moreira da Maia.
No local estiveram 20 homens da corporação de Moreira, apoiados por oito viaturas e por uma ambulância do INEM.

Fernanda Alves