Incumprimentos em período crítico (com áudio)

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Portugal está já na denominada fase “Charlie”, correspondente ao período considerado mais crítico no que respeita aos incêndios florestais. Até 30 de Setembro, a Autoridade Nacional de Protecção Civil disponibiliza um dispositivo composto por cerca de 9800 homens, quase 2200 viaturas e 56 meios aéreos.

Já até 15 de Outubro, prolonga-se o período “crítico” de prevenção contra incêndios, classificado pelo Governo nos termos do Sistema Nacional de Defesa da Floresta contra Incêndios. A portaria que o define determina a proibição das queimadas e fogueiras em zonas florestais e no espaço rural, bem como a proibição de fumar e usar equipamentos de queima e ainda proíbe a combustão para iluminação ou para confecção de alimentos.

Embora sendo a autorização concedida pelas forças de segurança, o comandante dos Bombeiros Voluntários de Moreira da Maia admite que as pessoas estejam a cumprir a lei. Mas não no que respeita à realização de fogueiras. Manuel Carvalho e os seus homens têm-se apercebido de “um caso ou outro”, sobretudo de manhã.

Paralelamente, o comandante de Moreira da Maia tem constatado que, enquanto “nuns locais há mais limpeza, noutros ainda é pior”, não conseguindo contabilizar se a população está, ou não, mais sensibilizada para a necessidade de limpar os seus terrenos. Menos sensibilizada parece ainda para a não deposição de lixo nos acessos a essas matas. Lamenta Manuel Carvalho que, mesmo depois de acções como a que foi promovida a 20 de Março pelo Movimento Limpar Portugal, tenham voltado a aparecer resíduos em sítios que foram limpos. Por exemplo, detectado pelo comandante entre as freguesias de S. Pedro e Santa Maria de Avioso, bem como em Silva Escura.

Por isso, o responsável pela corporação reitera os alertas à população:

[audio:ALERTA_BOMB.mp3]

Marta Costa