Insectos e mau cheiro incomodam moradores dos Maninhos (vídeo)

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Cheiros pestilentos e muitos insectos. É do que se queixam alguns dos moradores da urbanização dos Maninhos, em Vermoim. Na origem deste problema está a Ribeira dos Mogos, que atravessa o jardim da urbanização. O lago é também motivo de alguma insatisfação. Quem vive mesmo em frente ao lago, lamenta que a limpeza do lago, sobretudo no Verão, não seja mais frequente. A água está bastante suja, constituindo um perigo para a saúde das muitas crianças que, nos dias mais quentes, fazem dele uma piscina. Para além disso, é frequente imigrantes do Leste da Europa e indivíduos de etnia cigana, utilizarem o lago para tomar banho e lavar roupa.

Não é a primeira vez que os moradores chamam a polícia, mas quando lá chegam, já os imigrantes abandonaram o local. “São muitos mosquitos, não se consegue dormir. É preciso andar, de noite, atrás deles, ou então colocar insecticida daqueles eléctricos. Não é sempre, mas às vezes cheira muito mal”, diz uma das moradoras, Sandrina Fernandes. O “regato”, diz, deveria ser tapado. Ao fundo do parque, “o cheiro é ainda mais intenso”, acrescentava. É ali que as águas da Riberia dos Mogos vão parar. Num terreno pantanoso, que se encontra coberto de vegetação.

Maria Teresa Abreu tem um estabelecimento comercial mesmo junto à ribeira. Diz ter alertado, por diversas vezes, a Câmara Municipal da Maia para a situação, mas nunca obteve qualquer resposta. “Dizem que vão resolver, mas até à data ainda não temos nada resolvido”, lamenta. Principalmente no Verão, “sentimos muito os maus cheiros. Por vezes, temos bastantes moscas e insectos. Mas o pior é o cheiro. Temos pessoas a tomar o pequeno-almoço ou o lanche e o cheiro é incomodativo. E é um perigo para as crianças, que ao brincar, deitam para lá as bolas”, refere Maria Teresa Abreu. É que a ribeira está a descoberto, tendo apenas um gradeamento à volta.

Quanto ao lago, diz que “às vezes vêm limpar, mas temos pessoas de fora, que às vezes estão a tomar banho no lago e a lavar roupa. Já chamei a polícia, mas quando chega já não estão. É um bocado desagradável”. Maria do Sameiro vive num rés-do-chão de um dos prédios que fica mesmo virado para o lago. Queixa-se do cheiro que vem do lago que, nesta altura, fica mais “porco”. A água não é renovada, e por isso, tem alturas que, por estar parada, começa a cheirar muito mal. “O cheiro até fica nas roupas que ponho a secar na lavandaria. Às vezes tenho de as voltar a lavar”, diz. Considera que o lago deveria ser limpo mais vezes. Uma tarefa que está a cargo da câmara municipal. As moscas e mosquitos, também são uma constante. A moradora lamenta ainda o facto de o jardim não ter qualquer papeleira. Dispõe apenas dos recipientes para a deposição dos dejectos caninos.

A Câmara Municipal da Maia está a estudar o “desvio” e “entubamento” da Ribeira dos Mogos. Foi o que adiantou a PRIMEIRA MÃO, o presidente, Bragança Fernandes. “É uma obra que deverá ser lançada no próximo ano. Vai ser desviado para a rede pública”, revelou o autarca. Uma das razões dos maus cheiros poderá ser a descarga ilegal de águas residuais para a ribeira. Uma situação que considera lamentável, tendo em conta o facto de estarem disponíveis programas, como o Recrimaia, que apoiam a ligação à rede de saneamento.

Aloísio Nogueira, presidente da Junta de Freguesia de Vermoim diz ter conhecimento da situação, por “observação pessoal”. Reconhece que a ribeira “não tem a qualidade de pureza e transparência que gostaríamos, derivado de ligações clandestinas. Temos solicitado à câmara municipal e aos serviços municipalizados que façam a identificação dos infractores para acabar com essas ligações clandestinas e punir os infractores”. Quanto à possibilidade de “entubamento” da ribeira, Aloísio Nogueira diz que uma das principais dificuldades de monitorização da qualidade da ribeira deriva precisamente do facto de parte da ribeira estar “enterrada”. Daí afirmar que “não está previsto o enterramento de mais do que já está. Tenho a certeza absoluta que o enterramento da parte restante da ribeira que ainda corre a céu aberto está fora de questão”. A afirmação do presidente da câmara é, por isso, uma “surpresa” para Aloísio Nogueira.

Relativamente ao lago, Bragança Fernandes afirmou desconhecer o incómodo que provoca aos moradores, no Verão, e o facto de ser utilizado para banhos. “Vou mandar averiguar”, respondeu Bragança Fernandes. São “casos pontuais”, diz Aloísio Nogueira, presidente da Junta de Freguesia de Vermoim, e que resultam da falta de civismo.

Fernanda Alves

1 COMENTÁRIO

  1. Presidente da Câmara e Presidente da junta com soluções diferentes?
    Aqui está um problema apontado pela Juventude Socialista e a candidatura do Partido Socialista à Assembleia de Freguesia de Vermoim.

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