Instituto Cultural da Maia marcou arranque do novo ano lectivo

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O Instituto Cultural da Maia assinalou, recentemente, o arranque do novo ano lectivo com uma sessão solene, que contou com a presença de, para além de professores e alunos, alguns convidados. Entre eles o presidente da Câmara Municipal da Maia, Bragança Fernandes, o administrador-delegado da Espaço Municipal, Fialho de Almeida, e o director do Centro de Emprego da Maia, Adolfo Sousa.

As aulas vão começar no dia 1 de Outubro, com mais de 100 alunos, mas a nova direcção entendeu marcar o arranque do ano lectivo antes disso. Para o acto escolheu as instalações da sede do ICM, cedidas pela empresa Espaço Municipal, bem no centro da Maia. A sala foi pequena para todos aqueles que quiseram assistir, no entanto, o novo presidente, José Eduardo Macedo, entende que o simbolismo do acto é que importa.

Este foi o primeiro dia de uma nova etapa do instituto não só pela nova direcção mas também porque é o primeiro ano com instalações próprias. Mas apesar de pensar no futuro, José Eduardo Macedo não esquece o passado. Não o deixou de lado durante a cerimónia, recordando os seus fundadores e directores, nem no final em conversa com PRIMEIRA MÃO. “Há um legado, há uma vontade, naturalmente que eu encaro isto como uma entidade ao serviço da comunidade da Maia. É um serviço que emanou do Rotary Club da Maia, ao qual eu pertenço e, portanto, é um serviço que eu como rotário estou a prestar ao instituto”, justificou.

O autarca da Maia, Bragança Fernandes, desejou toda a felicidade à nova direcção e recordou quem deu início à vida do ICM, afirmando que ainda retém na memória muitos dos pedidos que lhe foram endereçados pela anterior direcção, liderada por Raul da Cunha e Silva. “Quem esteve passou muitos sacrifícios”. “Não foi fácil”. Por isso, pediu uma salva de palmas para os que cessaram funções na direcção.

Usando as palavras do novo presidente da direcção, a propósito do novo ciclo, afirmou que também ele vai entrar num novo ciclo no dia 11 de Outubro. Se voltar merecer a confiança da população, garante que o ICM vai “continuar” a contar consigo.

Bragança Fernandes afirmou ainda que gostava de ver o instituto ser mais abrangente. A ideia do autarca vai no sentido de descentralizar. “Penso que devem pensar nisso, no futuro, porque as pessoas devem ser tratadas de igual forma”.

A ideia da descentralização, chegando a vários pontos do concelho, está a ser equacionada e estudada pela direcção que já pensa, “daqui a uns meses”, ir dar umas aulas a Gemunde, ou a Águas Santas. “Como todos nós somos profissionais e temos a nossa actividade, colocá-la em prática é que pode demorar mais algum tempo”.

Quanto às disciplinas, o ICM vai continuar praticamente com as mesmas. Apenas não haverá aulas de Artes Decorativas e Pintura 2 porque eram as “que tiveram menos adesão anteriormente”,, justificou José Eduardo Macedo. Mas poderão surgir novas disciplinas, como por exemplo “desenho, escrita criativa” Quanto aos professores, todos eles vão continuar ligados ao ICM, apenas mudaram a professora de inglês porque entretanto foi colocada. Faltam apenas “pequenos” acertos nos horários mas o ICM garante que tudo estará a postos para que as aulas arranquem no dia 1 de Outubro.

Isabel Fernandes Moreira