Instituto Cultural da Maia muda de direcção

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José Eduardo Macedo é o novo presidente do Instituto Cultural da Maia (ICM). Foi o que ditou o resultado das eleições que decorreram no dia 29 de Julho. O acto ditou também o afastamento de Raul da Cunha e Silva da direcção. O agora ex-presidente do ICM afirma que foram umas “eleições sujas”, “no verdadeiro termo da palavra”, “em que não houve lealdade e houve muito pouca dignidade”.

De acordo com Raul da Cunha e Silva os votos foram contados duas vez e, na primeira, conseguiu a vitória com 20 contra 19. No entanto, acrescenta, decidiram fazer uma segunda contagem e aí apenas conseguiu 18 votos, contra 22 conseguidos pela lista de José Eduardo Macedo.

Por exemplo, refere o ex presidente do ICM, a presidente da mesa não devia estar a presidir a partir da altura em que ela estava em outra lista e esteve . “Isso é ilegal”, afirma. Aliás, refere, “há pessoas que pretendem contestar estas mesmas eleições”. Da sua parte, garante que não vai fazê-lo. “Penso que quanto mais paz houver, melhor é para todos”.

Foi a primeira vez que surgiram duas listas e Raul da Cunha e Silva acredita que na base do aparecimento da segunda esteve “a doença do protagonista e da cotolevite”. “Falava-se muito no Rotary que o ICM aparecia nos jornais e o Rotary não aparecia. O filho era muito mais conhecido do que o pai. Quem é que fala no Rotary Club da Maia? Também eles não fazem nada ”, refere

Acrescenta ainda que surgiram procurações de pessoas “que é duvidoso que tenham direito a voto mas votaram”. “Houve casos em que eu tinha a procuração de um senhor e um da lista opositora foi lá pedir-lhe outra para inviabilizar a minha”, conta. Apesar disso, “ganhei”, na primeira volta. Na segunda contagem “não sei como é que foi feita”, mas venceu a lista opositora.

José Eduardo Macedo diz que a lista surgiu reunindo a vontade de vários associados, que entenderam que “era importante fazer uma mudança de ciclo, respeitando todo o passado que o ICM teve até esta data”. O novo presidente acrescenta ainda que vários sócios fundadores acharam que este era o momento de continuar a obra feita pelo prof. Raul. “E foi essa a vontade dos sócios nessa eleição”. Como tal, afirma que a nova direcção vai continuar a desenvolver todo o trabalho, “procurando inovar e melhorar o trabalho já feito que é fantástico, ao serviço da comunidade maiata, desenvolvendo os cursos que os alunos pretendem e captando mais pessoas”.

José Eduardo Macedo diz que a lista surgiu reunindo a vontade de vários associados, que entenderam que “era importante fazer uma mudança de ciclo, respeitando todo o passado que o ICM teve até esta data”

Quanto às críticas apontadas por Raul da Cunha e Silva ao processo eleitoral, José Eduardo Macedo recorda que é presidente da Assembleia Geral em mais do que um organismo e quando está nessa função procede “com a maior isenção”. “O voto é secreto, a própria lei portuguesa assim o obriga”. “Foi respeitada a vontade da maioria dos associados”.

Foi a primeira vez que surgiram duas listas e Raul da Cunha e Silva acredita que na base do aparecimento da segunda esteve “a doença do protagonista e da cotolevite”. “Falava-se muito no Rotary que o ICM aparecia nos jornais e o Rotary não aparecia. O filho era muito mais conhecido do que o pai. Quem é que fala no Rotary Club da Maia? Também eles não fazem nada ”, refere.

De acordo com o ex-presidente surgiram algumas manifestações de desagrado. Há quem defenda mesmo que é caso de polícia. Da sua parte, não vai fazer nada. “Não apadrinho isso, nem me entusiasmo e remeto-me agora ao meu sossego”. “Não farei nada porque tenho lá muito da minha alma”, acrescenta.

Raul da Cunha e Silva anunciou ainda que já apresentou a demissão do Rotary Club da Maia, que esteve na génese do ICM. “Apresentei por escrito a minha demissão porque mete-me nojo estar ligado a um grupo deste tipo”. Equaciona ainda recorrer aos tribunais, isto se “um ou dois elementos continuarem junto dos alunos com afirmações caluniosas a meu respeito”. “Se continuarem entrego o caso ao Ministério Público”.

Da parte da lista de José Eduardo Macedo houve algum esforço no sentido de se chegar a uma lista de consenso, no entanto, Raul da Cunha e Silva recusou-se trabalhar com alguns dos elementos que lhe queriam impor.

Entretanto, diz o ex-líder que a nova direcção o convidou a assumir o cargo de reitor mas decidiu decliná-lo. Também a esposa do ex-presidente, Lourdes Graça, que era a presidente do conselho pedagógico, foi convidada para continuar, mas decidiu recusou, deixando o lugar vago.

José Eduardo Macedo apenas confirma que convidou o casal para continuar a trabalhar no ICM, contudo, “sem oferecer qualquer lugar específico”. Confessa que eles não se mostraram disponíveis, mas confessa também que gostaria de continuar a contar com eles”.

Considera que o Instituto Cultural da Maia atingiu um nível “espantoso” e está tudo programado para ter cerca de 300 alunos. Duzentos já têm. Depois, acrescenta, “já temos instalações, onde foram feitas obras e aquilo tornou-se apetitoso”. “Quando há uma noiva rica, os candidatos a casar com ela são muitos”. É que esta foi a primeira vez, desde a sua fundação, que surgiu mais do que uma lista candidata. Com este desfecho considera que foi “a morte anunciada” do ICM. “Acredito nisso”. “Oxalá me engane”. Recorda que parte dos alunos do instituto deixaram universidades séniores no Porto para a Maia e, agora, teme que “com estes problemas internos” eles regressem novamente à Invicta.

Mas José Eduardo Macedo garante que tudo se está a encaminhar para que o ano lectivo arranque, tal como previsto, a 18 de Setembro. “Este mesmo estamos a ultimar as obras na sede e já temos cerca de 100 alunos inscritos para o próximo ano lectivo”.

Isabel Fernandes Moreira