JP preocupada com violência doméstica

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Na mesma semana em que a UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta divulgou, no Porto, dados sobre as mulheres vítimas mortais da violência doméstica, a Juventude Popular (JP) da Maia volta a pronunciar-se sobre o tema, recordando que, desde 2007, tem procurado sensibilizar e informar a população “sobre as soluções disponíveis para solucionar eventuais casos de abuso”. Sobretudo junto das camadas mais jovens.

É neste contexto que, num comunicado enviado às redacções, a estrutura elenca um conjunto de dez medidas “que considera fundamentais para solucionar de vez o aumento de casos de violência doméstica”.

Investir na informação às vítimas (sobre as soluções existentes) e apostar na educação das camadas mais jovens para mudar mentalidades são algumas das propostas da JP da Maia. Os jovens populares defendem, ainda, que a justiça e as forças de segurança assegurem a protecção da vítima. E, assim, evitar nas vítimas de violência o medo de sofrerem represálias por parte do agressor.

Por falar em quem agride, a JP da Maia recorda uma proposta do CDS-PP entregue na Assembleia da República para reiterar a necessidade de o agressor ficar em prisão preventiva até ao julgamento. Mais. Os populares exigem que a violência doméstica seja classificada como” crime grave”.

Antes do julgamento, há a denúncia. E, em relação a este momento, a estrutura maiata aponta como fundamental a correcta avaliação da situação, isto é, “os mecanismos de apoio e de denúncia deverão estar conscientes que uma correcta avaliação do contexto da vítima e da situação actual que vive é fundamental para o sucesso de um caso de abuso”. E acrescenta ao rol de medidas a aposta, “prioritária”, na formação dos agentes que fazem a mediação entre as vítimas e o sistema judicial. Sobretudo, a pensar na necessidade de respeito pela decisão da vítima.

O comunicado acima referido inclui ainda outras três medidas, sugeridas pela JP da Maia. Por exemplo, promover a interacção entre ex e actuais vítimas de violência doméstica, isto é, uma partilha de informação e de experiências positiva. Junta-se a definição de comportamentos, a promoção da igualdade entre sexos e a protecção das crianças envolvidas.

Marta Costa

(Notícia a desenvolver na edição de amanhã de Primeira Mão)