Junta Cidade da Maia intervém socialmente

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Espaço do Cidadão na Junta de Freguesia Cidade da Maia
foto de arquivo
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O Espaço do Cidadão na Junta de Freguesia Cidade da Maia está a comemorar dois anos. Desde então, o balcão tornou-se bastante solicitado até por não residentes. Uma espécie de loja do cidadão que trouxe a descentralização e muita comodidade à população da Maia. Este foi o pretexto para uma conversa com a presidente da Junta, Olga Freire, já que a intervenção social do executivo vai muito mais além.

O Espaço do Cidadão encontra-se a funcionar na Rua Padre António n.º 314, junto à Estação do Metro Fórum Maia, contemplando ainda naquela sede, o SAC – Serviço de Apoio Social.O SAC acolhe serviços como Banco de livros e vestuário, Banco Alimentar, SOS Alimentar, Papel por Alimentos, Consultas de Psicologia e parceria com as Asas de Ramalde.

Noutros espaços, a Junta disponibiliza o GIP (Gabinete de Inserção Profissional), em Gueifães, e o GAIL (Gabinete de Atendimento Integrado Local), um gabinete próprio da Junta e ainda uma parceria com o GAIL da Câmara Municipal, polos em Gueifães e no SAC.

O Espaço do Cidadão foi “o primeiro a abrir no concelho, em outubro de 2014. Foi uma responsabilidade muito grande, até porque a nível monetário não ganhamos nada, funciona na grande parte a custas da Junta, pois a maioria dos serviços é gratuita. Foi uma aposta no serviço para servir e apoiar a população. Veio trazer uma grande comodidade às pessoas, que não precisam de se deslocar ao Porto para tratar de assuntos diversos. E até já temos sido procurados por não residentes”, referiu Olga Freire.

A autarca refere que o balcão surgiu como “uma tentativa de desburocratização e descentralização dos serviços da ADSE, da renovação da carta de condução, entre outros. De resto, estes serviços são dos mais procurados. Todos os serviços que são possíveis fazer em casa pela internet, a nossa funcionária também os faz, pois ainda há pessoas que não têm internet ou não estão à vontade nas novas tecnologias e precisam de ajuda”.

Atendimentos do Espaço do Cidadão de 1/01/2016 a 30/08/2016

Total de 5478

  • ACT – 2;
  • ADSE – 2170;
  • CGA – 15;
  • IMT – 2592;
  • ISS – 347

Atendimentos nos GAIL da Freguesia Cidade da Maia (Maia, Vermoim e Gueifães)

  • entre 2/01/2016 e 31-08-2016 – 700 famílias e/ou munícipes;
  • em 2015, foram atendidos 1067 famílias e/ou munícipes.

 

Consultas de Psicologia muito procuradas

O acompanhamento psicológico é um serviço muito importante que a Junta presta à comunidade e a prova disso tem sido a crescente procura. Antes de 1 de junho, uma psicóloga atendia a população apenas a tempo parcial, mas desde aquela data que está a trabalhar a tempo inteiro. Ainda assim, de janeiro até 31 de agosto deste ano, já realizou 401 consultas de psicologia.

“Quem frequenta este acompanhamento são pessoas que, geralmente, não têm possibilidades económicas para consultarem particularmente um psicólogo. Em muitos dos casos, os utentes são reencaminhados pelo GAIL, GIP ou CPCJ (Comissão de Proteção de Crianças e Jovens), que indicam a necessidade de acompanhamento”, explicou Olda Freire.

Apoio Alimentar

O Banco Alimentar trabalha em parceria com o (Re)Criar, da Santa Casa da Misericórdia, explicando a autarca da Cidade da Maia que “a Junta tinha Banco Alimentar próprio, mas este executivo entendeu que o serviço deveria estar centralizado numa única instituição no concelho, assim, acordamos com o Banco concelhio em integrar os nossos utentes. Isto mantendo o compromisso de continuarmos a prestar os mesmos serviços, isto é, recolher os alimentos, a fazer os cabazes e a realizar a distribuição com o nosso pessoal. Os nossos utentes aumentaram, mas beneficiaram com a entrada no (Re)Criar, pois, antigamente, só recebiam produtos secos e agora também recebem produtos frescos”.

Outro apoio é prestado, de forma mais pontual, através do SOS alimentar. Destina-se a uma situação de emergência ou de alguma família que deixou de ter direito a usufruir do Banco Alimentar, mas que ainda é precária.

Apoio Alimentar

  • Encontram-se inscritos 141 agregados familiares (357 pessoas)
  • 130 famílias (331 pessoas) recebem cabaz mensal + FEAC (Fundo Europeu de Auxilio a Carenciados);
  • 11 famílias (26 pessoas) só recebem cabaz FEAC

Inserção de pessoas no mercado de trabalho

A Junta tem uma parceria com a associação Asas de Ramalde, sendo que a Junta de Freguesia cede o espaço para a instituição realizar o seu trabalho no programa Inserir+, centrado nos fregueses desta Junta. São apoiadas pessoas reabilitadas do alcoolismo ou toxicodependência e colocadas no mercado de trabalho.

Por outro lado, a própria Junta de Freguesia tem uma política de inserção de pessoas no mercado de trabalho e realiza estágios profissionais a pessoas com deficiência. Olga Freire adianta que dois funcionários que realizaram estágio já estão a trabalhar através de contratos de emprego inserção. Também no Zoo da Maia foram realizados dois contratos. “Isto é um apoio muito importante para as famílias, mas exige um  grande esforço da autarquia, pois estes funcionários precisam de acompanhamento”.

A inserção realiza-se ainda noutro âmbito, no do trabalho a favor da comunidade de pessoas a cumprirem penas, quer  nos serviços da Junta quer no Zoo. “Não somos obrigados a fazê-lo, mas aderimos voluntariamente à receção de trabalho a favor da comunidade. Nunca recusamos ninguém e recebemos muita gente todos os anos”.

Papel por alimentos e “Vamos até si”

A Junta promove a recolha de papel para a campanha Papel por Alimentos. A autarquia apoia a Cruz Vermelha, recolhendo papel que a instituição reune a que acrescenta a recolha própria. As verbas conseguidas da venda do papel servem para a compra de alimentos.

Olga Freire explica que existe ainda a valência “Vamos até si”, uma forma de proximidade da população, geralmente, mais vulnerável em termos de mobilidade. Contempla os serviços mais diversos. “Ajudamos quem não pode ir levantar uma refeição, quem não tem possibilidade de ir buscar os medicamentos à farmácia, ou ainda quem precisa de ir fazer um tratamento ao IPO e não tem quem o leve, entre muitos outros tipos de tarefas, que a Junta de Freguesia encontra forma de solucionar”, refere Olga Freire.

“Penso que respondemos se forma mais que satisfatória e até excedemos expetativas na variedade das respostas que conseguimos dar. Só não estou completamente satisfeita, porque gostava mesmo era que não fosse necessário o apoio social”, afirma Olga Freire.

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