Junta de Freguesia da Maia apoia cerca de 200 famílias (vídeo)

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Já são cerca de 200 as famílias que recebem apoio da Junta de Freguesia da Maia. Levam para casa, mensalmente, um cabaz com os produtos alimentares de primeira necessidade. O número daqueles que pedem auxílio “infelizmente” tem vindo a aumentar, afirma o presidente, Carlos Teixeira, “Subiu, no mínimo, dez por cento. Uma coisa aflitiva”.

Tudo é feito “discretamente”, adianta o presidente da junta, Carlos Teixeira. “A pessoa vem e leva o cabaz para casa porque há muito gente que infelizmente não pensava vir a precisar”, conta.

Os alimentos chegam à autarquia através de um acordo estabelecido com o Banco Alimentar, que lhes tem cedido muitos alimentos. Apresentaram também uma candidatura à Comunidade Europeia para receberem alguns alimentos. Foi por isso que pediram à Câmara Municipal da Maia a cedência de um armazém. “Foi-nos cedido um espaço em Santa Maria de Avioso e está com todo o equipamento necessário, armazenarmos os alimentos”. Depois, transportam para o GAR – Gabinete de Apoio ao Residente, o necessário para distribuir.
E às pessoas que não têm condições para irem buscar às instalações do GAR, a junta de freguesia leva a casa, numa carrinha sem qualquer identificação, “com a mesma descrição”.

De acordo com o presidente da Junta de Freguesia da Maia, entre as causas apontadas para o aumento de procura está o desemprego, que “agrava a situação financeira e as pessoas não podem comprar os alimentos”, acrescenta.

Na maior parte das vezes, a situação agudiza-se quando existem estudantes no agregado familiar. “Pessoas que estavam bem na vida e que querem esconder dos filhos, perante os colegas, a ma situação.
E nesses casos, o apoio pode passar não só pelos alimentos mas também pelo pagamento de “livros, de ATL, renda de casa, luz e água”. “São todas as dificuldades inerentes ao agregado familiar”. “Vamos procurando ajudar essas pessoas e tudo em silêncio para que o casal não seja afectado”.
Mas Carlos Teixeira garante que não deixam de ajudar quem precisa e que para prevenir “algum oportunismo” têm em conta alguns critérios. Em primeiro lugar, “o agregado familiar”. “As pessoas vêm aqui, eu encaminho-a para a colega que está com a área social, depois é discutido em reunião de executivo”.
E o apoio às famílias não se fica apenas para parte alimentar, estende-se a toda a parte social.

Isabel Fernandes Moreira