Laboratório Móvel sensibiliza alunos para a qualidade do ar

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A Escola EB 2,3 de Pedrouços recebeu na semana passada o Laboratório Móvel, em mais uma acção da campanha de sensibilização para melhorar o ar na Maia. Depois dos rastreios aos tubos de escape dos automóveis, é agora a vez dos alunos das escolas do 3º ciclo e secundário. Na terça-feira, o Laboratório Móvel esteve na escola EB 2, 3 de Pedrouços, para mostrar ao público mais jovem quais os tipos de combustíveis mais prejudiciais ou mais amigos do ambiente, e quais os seus efeitos no ambiente e na saúde humana.

Em sessões de 45 minutos, os “cientistas” contratados pela Câmara Municipal da Maia tentam mostrar aos alunos que “os veículos emitem partículas sólidas para a atmosfera que nós respiramos que ficam alojadas nos nossos pulmões. São partículas tão pequeninas, que não as vemos”, explicava Márcia Moreno, uma das técnicas envolvidas na acção de sensibilização. No Laboratório Móvel, têm a oportunidade de “ver com os próprios olhos” essas partículas através da utilização de lupas microscópicas. Foi o que aconteceu na escola de Pedrouços.

Antes da visualizarem as partículas poluentes emitidas pelos combustíveis, os alunos são desafiados a assistir a duas demonstrações. A primeira envolve duas viaturas ligeiras, uma a gasóleo e outra a gasolina. Equipados com luvas, óculos e máscara, dois alunos colocaram-se junto a cada uma das viaturas e colocaram um filtro junto ao tubo de escape, durante um minuto, depois dos motores ligados. No final, obtinham a resposta a uma das perguntas anteriormente colocadas e que tinha suscitado algumas dúvidas: Qual o combustível mais poluente, gasóleo ou gasolina? Muitos responderam gasóleo, poucos disseram que o menos poluente era a gasolina. Pois, no teste, acabariam por concluir que, afinal, o gasóleo era o combustível que mais partículas poluentes emitia para a atmosfera. Como prova estava o filtro colocado junto ao tubo de escape da viatura a gasóleo, que ficou mais sujo. À lupa, durante um minuto foram emitidas cerca de 1200 partículas.

A segunda demonstração envolvia duas viaturas pesadas a gasóleo, uma mais recente e equipada com filtro de partículas e outra sem filtro. Aqui, confirmaram que a velha viatura sem filtro emitia uma grande quantidade de fumo para a atmosfera – a maior parte dos alunos acabou por se afastar da viatura. O mesmo já não aconteceria com o veículo pesado, mais recente e equipado com filtro de partículas.

Das sessões até agora realizadas, Márcia Moreno conclui que muitos dos alunos “ainda não estão atentos para a problemática das partículas. Ouve-se muito falar na emissão do dióxido de carbono, que também é um gás nocivo, mas das partículas não. E ficam a perceber a importância da existência das partículas e as consequências para o ambiente e para a saúde”. De resto, considera que os jovens estão sensibilizados para melhorar o ambiente. “Precisam é destas pequenas campanhas, destas sensibilizações, para lhes relembrar as questões ambientais. Não só da qualidade do ar, mas também de outros problemas, como os resíduos, a água. Estão muito sensibilizados”, garantiu.

No final da sessão, cada aluno leva para casa o Manual para respirar na Maia, onde estão disponíveis alguns conselhos para a mudança de comportamentos em relação ao ambiente.

Esta semana, o Laboratório Móvel já passou pela Escola EB 2, 3 do Castelo, na terça-feira e pela EB 2, 3 de Moreira, na quarta-feira. Para a semana vai estar na quarta-feira na Escola Secundária da Maia e na quinta-feira na EB 2,3 de Gueifães.

Fernanda Alves