Limusina trouxe o Pai Natal à Maia

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O lema era “Sorria…O Natal está na Maia!”, mas o “sorria” podia ser substituído por “abrigue-se”. É que a chuva intensa do passado fim-de-semana, que levou a Autoridade Nacional de Protecção Civil a accionar o alerta amarelo, limitou a realização de muitas das actividades previstas pela Câmara Municipal da Maia para assinalar a quadra natalícia no Parque Central.

Já na recta final do evento, a escassos minutos da abertura do mega bolo-rei, Rui Rodrigues, da Divisão do Turismo da autarquia, reconhecia que “o tempo não tem colaborado”. E porque a chuva já tem perseguido o evento, a organização tinha preparado alguns planos alternativos. Por exemplo, no domingo, o teatro infantil acabou por se realizar no auditório do Venepor.

No primeiro dia, sábado, a chegada do Pai Natal à Maia “correu bastante bem”, apesar de alguma chuva. Desta vez, fez-se deslocar numa “luxuosa” limusina branca e “foi um sucesso”, admitia Rui Rodrigues, baseado nas reacções dos mais pequenos “que sentiram aquela magia do Natal”. E se choveu a sério durante este sábado, também nevou na Maia, para reforçar essa magia. Ainda que fosse neve artificial.

Da Praça Doutor José Vieira de Carvalho, onde desceu da limusina, o Pai Natal do “Sorria… O Natal está na Maia!” desfilou até ao seu trono, instalado ao lado do Maia Welcome Center. Aí, as crianças fizeram fila para tirar fotografias com o senhor de vermelho e barbas brancas, e ainda receberem uma lembrança e guloseimas.

Durante todo o dia, de sábado e domingo, estiveram à disposição das crianças maiatas carrosséis, póneis, mascotes, pinturas faciais, ateliers didácticos e insufláveis. Alguns tiveram de ser desactivados por causa da chuva (por questões de segurança”, embora se tenham conseguido manter os ateliers, graças ao aluguer de duas tendas em forma de igloo. “Mas não chega”, admitiu o responsável, fazendo alusão às limitações orçamentais.

Dentro do Maia Welcome Center, onde a chuva não criou quaisquer constrangimentos, era possível apreciar a exposição intitulada “Natal Artesanal”. Cá fora, sob o resguardo, ficou ao final da tarde de domingo o mega bolo-rei e uma pequena banca onde era oferecido chá quente. Esse bolo-rei, com 25 quilos, oferta de uma confeitaria maiata, foi aberto no final do teatro infantil e distribuído pelos mais corajosos que não se deixaram intimidar pela chuva que caía com intensidade e que já alagava o recinto do Parque Central. Aliás, a mesma intensidade com que caía à passagem dos 31 motards vestidos de Pai Natal, numa iniciativa do Motoclube “Os Atrasados”. Chegaram ao Maia Welcome Center “completamente molhadinhos”, reconhecia Rui Rodrigues.

Algo desanimado com o tempo, que destruiu as expectativas de “participação elevada”, o responsável pelo Turismo recordou que a iniciativa é preparada “intensamente durante meses”, no sentido de “contribuir para a animação da cidade e do comércio tradicional da cidade e, ao mesmo tempo, fazer com que as famílias da Maia se venham divertir”. Acabaram por ser “poucos milhares” os que Rui Rodrigues reconheceu como “corajosos” e que se deslocaram ao Parque Central da Maia no último fim-de-semana.

Marta Costa