Maia Digital com boa cotação em estudo sobre poder local e internet

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O projecto Maia Digital, dinamizado na Maia no âmbito da iniciativa “Portugal Digital”, obteve uma posição positiva no estudo “O poder local e a Sociedade da Informação em Portugal da Informação em Portugal”. O documento foi apresentado há algumas semanas pelo Grupo de Alto Nível da Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade de Informação (APDSI).
O estudo teve por base os estudos Gávea sobre a presença na internet das câmaras municipais, datados de 2007, workshops da APDSI e a evolução, comparada com o investimento, nas cidades e regiões portuguesas.
Feitas as contas, o Maia Digital, com os seus cerca de 85 euros investidos por cada eleitor, surgiu como o quarto projecto com maior investimento de entre as iniciativas analisadas, atrás de Madeira Digital, Vale do Minho Digital e Braga Digital. Já no “ganho de maturidade”, índice de avaliação dos resultados e notoriedade do programa, com uns apreciáveis cerca de 3,2 pontos, o projecto maiato surgiu em primeiro lugar.
Numa análise que junta os dois parâmetros, o Maia Digital obteve o segundo melhor impacto e relação investimento / maturidade, apenas abaixo do impressionante Seixal Digital, que gastou muito pouco e recebeu uma notoriedade excepcional.
Em 2007, os dados indicavam que 287 municípios nacionais tinham uma presença na rede das redes, correspondendo a 93 por cento das câmaras do território português. Um número bem acima do registado em 1999, quando havia apenas 153 (50 por cento). No entanto, nestes 93 por cento, a maior parte não tinha ainda transitado para o segundo patamar da presença na internet, surgindo apenas com um site informativo e a disponibilização de formulários para download. No nível 3, permitindo preenchimento de formulários online e a consulta de processos em linha, apenas havia 76 municípios. No patamar quatro, com possibilidades de transacções completas, incluindo pagamentos, havia apenas dois casos.
Nas conclusões do documento, é reconhecido que o estudo deve ser, em futuras edições, alargado a outras variáveis. Mas ficou patente a falta de qualidade da informação prestada na maioria dos sites de municípios, a incipiente capacidade para promover o exercício de cidadania e, mesmo em relação à utilização do correio electrónico como canal de comunicação, os autores do documento referem que se verificou “um número significativo de autarquias que ainda não se apercebeu que o munícipe é a sua razão de existir”, uma vez que a utilização do email ainda não atingiu um estado mínimo satisfatório, “nem em tempo de resposta nem na qualidade dessas respostas”.