Maia entre os municípios com mais furtos em farmácias e viaturas

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O número de participações por roubo em farmácias registou em 2009, um aumento de cerca de 21,4 por cento relativamente a 2008. São dados do Relatório Anual de Segurança Interna de 2009. Foram participados 193 assaltos a este tipo de estabelecimentos, mais 34 que no ano anterior. No distrito do Porto foram participados 50 assaltos a farmácias, sendo que destes, 10 ocorreram no concelho da Maia. É o município do distrito do Porto com mais assaltos a estes estabelecimentos. Na maioria das ocorrências foram utilizadas armas de fogo, quase sempre no final do dia, já que é nesta altura que as farmácias possuem mais dinheiro em caixa. A Maia está também entre os concelhos que a nível nacional registaram maior número de furtos de viaturas.

No último ano foram reportadas às autoridades, 425 furtos de viaturas, menos 172 que em 2008. Para esta redução, e de acordo com o relatório, “terão certamente contribuído não apenas uma maior preocupação e consciencialização, por parte dos condutores, para a adopção de medidas de auto-protecção, mas também e principalmente, uma maior actividade e eficácia das forças de segurança, e a neutralização e desmantelamento de alguns grupos que operavam nos eixos Lisboa-Setúbal e Porto – Braga, responsáveis por um número significativo de roubos”.

No distrito do Porto, a Maia é o terceiro município com maior número de participações de roubo de viaturas. Em primeiro lugar, encontra-se Vila Nova de Gaia, seguido do Porto. Em quase todos os assaltos, foram utilizadas armas de fogo como medida de coacção. Ilícitos praticados maioritariamente por grupos de dois a quatro indivíduos.

Nos assaltos a postos de combustíveis, foram participados menos 134 casos, comparativamente a 2008. Foi nos distritos de Setúbal (70), Porto (62), Braga (48) e Lisboa (44) que se concentraram a maioria dos casos. Ilícitos praticados por um ou dois indivíduos, continuando a arma de fogo como o método de coacção mais utilizado.

No que se refere a furtos em ourivesarias, o relatório indica um decréscimo de participações em comparação com 2008. Foram registadas 93 ocorrências, menos 10 que em 2008.
De referir ainda que o Porto é o segundo distrito que registou mais assaltos a ourivesarias em 2009, com 19 assaltos. Lisboa foi o que registou mais, com 23 assaltos.
A nível nacional, em 2009 foram participados 24163 crimes violentos e graves, pelos órgãos de polícia criminal – GNR, PSP e PJ, representando 5,8 por cento da criminalidade total. E que de acordo com o documento, representam um decréscimo de 0,6 por cento (menos 154 crimes), relativamente ao ano anterior.

O roubo na via pública (10710), juntamente com o furto e roubo por esticão (5011) e os outros roubos (3924), traduzem 81,3 por cento da criminalidade violenta a grave.
Os crimes de homicídio voluntário consumado (144), rapto, sequestro e tomada de reféns (536) e violação (375), representam 4,4 por cento da criminalidade violenta e grave e 0,25 por cento da criminalidade total participada em 2009.

O Porto é o segundo distrito com mais ocorrências participadas relativas a criminalidade violenta e grave (3846). Em primeiro está o distrito de Lisboa (10875).
A existência de zonas urbanas de grande concentração populacional e a actividade de diversos grupos organizados que se dedicam à prática de crimes, são factores que, segundo o relatório, têm contribuído para um agravamento da criminalidade nos últimos anos, em especial, os crimes violentos e graves.

Fernanda Alves