Maia na dianteira da recolha de resíduos

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Ecoponto
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A estratégia de privilegiar a recolha porta-a-porta em detrimento dos contentores de proximidade em muito contribui para que Maia surja no topo dos concelhos que maior percentagem de resíduos recolheu de forma seletiva: 38,5%. Assim defende o diretor-geral da Maiambiente, Carlos Mendes, que elogia o papel dos maiatos: “Por melhor que o modelo seja e mais eficaz também seja a Maiambiente, apenas a participação dos cidadãos permite alcançar os presentes resultados”.

Segundo Carlos Mendes, “os maiatos têm contribuído, de forma exemplar, na adoção de novas metodologias e na participação ativa no processo, separando os resíduos produzidos como em nenhum outro município”. E, de tal forma, reitera, “que a Maia supera já as metas definidas para 2020”.

De há uns anos a esta parte, a opção de recolha porta-a-porta tem sido acompanhada de campanhas de sensibilização, sobretudo feitas nas escolas, além da introdução de regras urbanísticas que facilitam o processo. A tudo isto junte-se ainda, acrescenta o diretor-geral da Maiambiente, “a disponibilização de meios humanos, equipamentos, informação e organização capaz para dar resposta às necessidades”. Carlos Mendes diz mesmo que este modelo recolha porta-a-porta é adotado por grande parte dos países com melhores indicadores de desempenho.

Este método foi alargado a todo o concelho. Foram dadas condições aos maiatos para que “a separação de resíduos na fonte fosse o mais cómoda possível”. E também cobrisse a maior diversidade possível de resíduos. Carlos Mendes realça, assim, a implementação do “projeto ‘ecoponto em casa’ com a recolha seletiva porta a porta das quatro principais frações de resíduos domésticos”. Foram disponibilizados aos maiatos contentores para depositarem essas quatro frações: papel/cartão, embalagens plásticas e metálicas, as embalagens de vidro e resíduos indiferenciados. A Maiambiente definiu dias e horários específicos para a recolha dos mesmos. Existem ainda contentores, na via pública, mas apenas “em casos de manifesta impossibilidade do serviço ser realizado com este conceito”.

Já no caso dos resíduos de jardim, objetos volumosos ou equipamentos elétrico e eletrónico, Carlos Mendes explica que a recolha também é feita porta a porta. Mas, neste caso em concreto, sem frequência predefinida e recorrendo a uma viatura de pequenas dimensões.

Projetos inovadores

A Maiambiente tem em mãos “o desenvolvimento de Apps para smartphone para facilitar o acesso à informação ou o reforço da aposta na tecnologia RFID, para monitorização e otimização do serviço. Assim como o ecocentro inteligente, e o restauro de mobiliário usado e seu encaminhamento para o mercado social. Além do recurso a energias mais limpas e renováveis na gestão da frota. Tudo isto, explica Carlos Mendes, “para cumprir os objetivos da inclusão, sustentabilidade e inovação”.

O diretor-geral da Maiambiente entende, por isso, que, “se nada for feito «hoje», «amanhã» será tarde demais para as gerações futuras”. Mais, conclui, “o nosso contributo e a nossa obrigação é evitar a destruição dos recursos naturais, promovendo a redução do consumo, a reutilização de produtos e a reciclagem de materiais”.

Susana Pinheiro

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