Maia no buzinão contra as portagens

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Buzinar é o mote desta sexta-feira, dia 26 de Fevereiro. É este o desafio lançado pelas comissões de utentes das SCUTS, que não desistem de tentar travar a intenção do Governo de introduzir portagens nas auto-estradas sem custos para o utilizador. Entendem que “só a luta dos utentes das SCUTS pode travar a aplicação das portagens, designadamente na A41” e que, se a medida avançar, “as desigualdades e injustiças vão-se agravar”, lê-se no portal do movimento “Não às portagens nas SCUTS”.

O protesto de amanhã foi agendado pelas Comissões de Utentes de Aveiro, Esposende / Barcelos, Grande Porto, Póvoa de Varzim / Vila do Conde, Vale do Sousa e Viana do Castelo e deverá contar com a adesão de utentes da Maia. Para estes, o ponto de encontro é a Rotunda do Requeixo (junto à antiga Finex e agora Maia Jardim), junto à entrada para a A41, assim que forem 17h00.

A hora não foi escolhida ao acaso, mas sim de acordo com o fluxo de trânsito. O mesmo acontece nos restantes municípios que deverão aderir a este buzinão descentralizado. Falamos de Viana do Castelo (entre as 8h3, e as 9h30), Póvoa de Varzim e Vila do Conde (às 18h00), Porto (assim que forem 8h00), Vila Nova de Gaia (18h30), Lousada (17h30), Paços de Ferreira e Esposende (18h30) e Aveiro (logo pelas 7h30). É que em causa, além da A41, estão as auto-estradas A28 e A29, isto é, as SCUT Grande Porto, Norte Litoral e Costa de Prata.

Esta é mais uma forma dos utentes reiterarem a posição contra as portagens e de protestarem contra a falta de resposta do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações ao pedido de uma audiência com António Mendonça. As comissões reclamam “novos esclarecimentos”, avançava esta semana a agência Lusa, tendo em conta que na reunião de Janeiro o governante tinha admitido a hipótese de se abrirem excepções à cobrança de portagens nestas vias, equacionando mesmo isenções para o trânsito local.

Num folheto disponível no site acima referido, os utentes recordam ainda que, aquando da apresentação do programa do Governo na Assembleia da República, este “comprometeu-se a que não seriam aplicadas portagens nas SCUT localizadas em regiões com indicadores sócio-económicos inferiores à média nacional e em que não existissem alternativas no sistema rodoviário”.

Marta Costa