Maia prepara missões empresariais a São Tomé e África do Sul

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Contribuir para o desenvolvimento económico do tecido empresarial do município tem sido uma das grandes apostas da Câmara da Maia que, através do Pelouro das Relações Internacionais e Desenvolvimento Económico, tem vindo a promover um conjunto de missões empresariais, dentro e fora da Maia.

As missões fora do território maiato têm acontecido com regiões com as quais o município mantém relações de colaboração e geminação. É o caso do município de Água Grande, em São Tomé e Príncipe.

Na era da globalização, o vereador Paulo Ramalho considera que este é o caminho que as autarquias devem seguir.

Se no passado, as relações internacionais eram apenas uma preocupação dos governos centrais, hoje já não é bem assim. “Qualquer município mais ambicioso tem de ter uma política de relações externas. Não só de promoção do seu território na rede internacional, mas também no sentido de procurar investimentos para o seu próprio território local”, defende o vereador.

Nesse sentido, a autarquia tem vindo a “recentrar” aquilo que era a relação com as regiões com as quais foi celebrando protocolos de colaboração e de geminação ao longo dos anos. Mais do que relações de “amizade e culturais”, hoje esses protocolos estão mais focalizados nas relações de cooperação económica. O objectivo é “procurar encontrar novos mercados para as empresas sediadas na Maia e encontrar também potenciais investidores no nosso território”, diz.

Este é um trabalho que, de acordo com o vereador, requer alguma paciência, uma vez que os resultados não são imediatos. “É uma actividade claramente diplomática e que, normalmente, produz resultados a médio e longo prazo. Mas é verdade que nas diversas acções que temos desenvolvido, temos tido um relativo sucesso”.

No entanto, na sequência desse trabalho têm surgido contactos de potenciais investidores. Paulo Ramalho dá como exemplo uma empresa alemã do sector das aeronaves que “está interessada em instalar-se no aeródromo de Vilar de Luz”.

Também alguns dos empresários da Maia têm aproveitado as “relações privilegiadas” que a autarquia mantêm com algumas cidades e regiões do globo, para encontrar novos mercados nesses territórios. Nomeadamente, em terras da África do Sul e São Tomé e Príncipe.

O município está inclusive a preparar duas missões empresariais à cidade de Mbombela (Nelspruit), na África do Sul e a Água Grande, em São Tomé e Príncipe. O objectivo é “dar a possibilidade a alguns empresários da Maia de ali fazerem os seus investimentos”, adianta Paulo Ramalho. As duas acções deverão realizar-se até ao final do corrente ano, e a seu tempo serão anunciadas no site da autarquia.

Para o vereador das relações internacionais e desenvolvimento económico, o mercado sul-africano é, nesta altura, um dos mais “apetecíveis” em termos económicos. Muito devido à importante posição geográfica da região. “Não nos podemos esquecer que a cidade de Nelspruit se situa muito próximo de Moçambique, Botswana, Zimbabué, Namíbia, o que permitirá a um empresário da Maia partir para o mercado da África do Sul e África Austral”, adverte.

Em São Tomé e Príncipe as oportunidades de negócio também são muito grandes, uma vez que estamos perante uma região que tem ainda muito para crescer, principalmente no que diz respeito a infra-estruturas. Turismo, pesca, e serviços são áreas de actividade para as quais Água Grande e São Tomé e Príncipe estão receptivos a investimentos. Em termos geográficos, a região está estrategicamente bem posicionada dada a sua proximidade com a África Central. “Estou convencido que, com a construção do porto de águas profundas, vai ser uma região muito importante no sentido de permitir um conjunto de acções comerciais com todo o mercado da África Central”, refere Paulo Ramalho. O início da exploração petrolífera ao largo de São Tomé e Príncipe será também “mais um valor a acrescentar”, acrescenta o vereador.

Cerca de 10 por cento do território da Maia é ocupado pela actividade empresarial, sobretudo indústria e serviços, o que obriga a autarquia a ter uma postura mais activa no desenvolvimento económico do município. Nomeadamente, desenvolvendo acções para que os empresários continuem a produzir riqueza e postos de trabalho, no seu território.

 

Fernanda Alves