Maia recebe plataforma de emergência da Cruz Vermelha para todo o Norte do país

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A Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) reorganizou os serviços centrais, designadamente a sua Área de Emergência, que estava centrada em Lisboa, criando três plataformas regionais, sendo que escolheu a Maia para instalar a plataforma responsável pela região Norte. A sede do Centro ficará em Coimbra e a do Sul em Beja.

A deliberação foi assinada pelo presidente da Cruz Vermelha, Francisco George, no passado dia 23, que delega na plataforma do Centro (Coimbra) a coordenação do Sistema de Emergência da CVP.

Cada Plataforma terá a responsabilidade de criar condições de armazenamento de equipamento prioritário, como por exemplo, “hospitais de campanha com tendas insufláveis, tendas familiares, burros de mato, unidades de tratamento de água, viaturas todo-o-terreno e de desencarceramento, depósitos de água potável”.

Estas estruturas descentralizadas da Cruz Vermelha irão ter as “condições para apoiar as populações em caso de qualquer catástrofe” e serão responsáveis pela “articulação com as estruturas de Proteção Civil dos municípios de cada área de abrangência para estabelecer os meios de socorro em emergências”, referiu o delegado especial da delegação da CVP na Maia, José Ferreira.

A decisão de localizar na Maia esta plataforma é “algo que nos apraz registar”, porque “estamos a trabalhar em benefício também da população da Maia”, refere José Ferreira, numa altura em que entra no segundo ano do seu mandato à frente da instituição.

Por outro lado, a sede da plataforma Norte implica que a delegação da Maia tenha uma estrutura física adequada para armazenar todos os equipamentos que irão servir a região Norte do país. José Ferreira explica que, numa primeira fase, a Câmara Municipal disponibilizou-se a ajudar a instituição, cedendo um espaço temporariamente, até que seja possível reorganizar a sede, no centro da cidade da Maia.

“É necessário um espaço de cerca de 500 metros quadrados para albergar todo o material para servir as populações desde o Minho até Bragança. Na sede temos esse espaço no rés-do-chão e penso que com algumas obras poderemos adequar o armazém. Será necessário um esforço económico, mas que será com certeza ultrapassado”, acredita José Ferreira.

A vereadora com o pelouro da Saúde na Câmara da Maia, Emília Santos, confirmou ao Primeira Mão que a autarquia vai dar todo o apoio à instalação da plataforma operacional Norte da CVP.

“Foi com muito agrado que recebemos a notícia e iremos apoiar a Cruz Vermelha procurando um espaço em que, inicialmente, possa albergar todo o equipamento, dado que a Câmara da Maia tem sido um parceiro de excelência desta instituição e em tudo o que respeita à capacidade de resposta à emergência”.

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