Maia tem 23 “Escolas Amigas das Crianças”

0
47

Realizou-se na terça-feira, dia 16, a cerimónia de entrega dos selos “Escola Amiga das Crianças”, galardão com que foram contempladas 23 escolas que integram a comunidade educativa concelhia da Maia.

A CONFAP – Confederação Nacional das Associações de Pais – em parceria com a LEYA criaram uma iniciativa que visou distinguir “Escolas Amigas das Crianças”. A ideia foi motivar as escolas e conseguiu-se que concebessem e concretizassem ideias para melhorarem as suas condições de funcionamento e construírem para uma escola melhor, mais amiga da criança, tendo em vista o desenvolvimento mais feliz da criança no espaço escolar.

A esta iniciativa candidataram-se 1000 escolas tendo sido distinguidos mais de 495 projetos. Só da Maia foram distinguidas 23 propostas.

Na comunidade educativa do concelho da Maia foram galardoadas as seguintes escolas: CE de Folgosa, CE Gueifães, Colégio Novo da Maia, Creche Pré-escolar de Milheirós, EB 1 de Moutidos, EB 1 Monte das Cruzes, EB 1/JI D. Manuel II, EB 1/JI da Guarda, EB 1/JI de Currais, EB 1/JI de Pedrouços, EB 1/JI N. 1 de Gueifães, EB 1/JI1 da Maia, EB da Bajouca, EB de Ferronho, EB de Mandim, EB de Pedrouços n° 2, EB de Porto Bom, EB Gestalinho, EB/JI de Moutidos, EBS Dr. Vieira de Carvalho, EBS Levante da Maia, ES da Maia, ES do Castelo da Maia.

“Estamos a preservar a felicidade na escola”

Emília Santos, vereadora da Educação, sublinhou que “Escola Amiga das Crianças é uma iniciativa que vem de encontro ao motor de pensamento para a educação aqui na Maia, ou seja, vem premiar aquelas escolas que não preservam a cultura da nota, mas antes estimulam e promovem a felicidade da criança no espaço escolar”.

Das cerca de 500 candidaturas, a Maia ganhou 23, “o que é muito positivo, com escolas públicas e privadas e escolas desde o pré-escolar até ao ensino secundário do concelho. O que quer dizer que na Maia estamos a preservar a felicidade na escola”, afirmou Emília Santos.

Selo vai ter nova edição em 2018/19

Jorge Ascenção, presidente da CONFAP, está muito entusiasta com os resultados desta primeira iniciativa, recordando à comunicação social da Maia que “a iniciativa foi lançada este ano letivo, através de um desafio apresentado pelo Prof. Eduardo Sá (pedopsiquiatra), com a parceria da Leya Educação, que foi avaliada depois por um júri com grandes personalidades a nível nacional, da própria presidência da República, que resultou nestes 495 premiados”.

Ainda assim, sublinhou que “todas as escolas que apresentaram projetos são verdadeiros vencedores, pois o objetivo é combater a ideia de que o ‘ranking’ é que é importante. Estas crianças são felizes com o trabalho que fazem, isso é muito importante. Sinto-me muito feliz, porque não contava com esta adesão por parte das escolas”.

Acima de tudo, uma das mais-valias do projeto, explicou, é que “permite a todos pesquisarem estes trabalhos na internet e replicá-los nas suas escolas. Sabemos que há muitos outros trabalhos que não se candidataram e por isso vamos lançar um segundo concurso. Foi impressionante a adesão”.

Jorge Ascenção adianta que se prevê que na próxima edição haja diferenciação de alguns níveis de ensino, sendo que “o selo só poderá ser mantido no atual ano letivo, as escolas podem vir a ganhar outro selo de 2018/19. Isto é, como alguém dizia, uma espécie de bandeira azul para as escolas”.

Escola Amiga das Crianças pretende que as crianças, os professores, as famílias, toda a comunidade esteja “envolvida”, do que resulta “uma educação diferente, uma felicidade enorme para quem está na escola”.

O que é escola amiga da criança?

Jorge Ascenção explica: “É a escola que, desde o início ao fim, pensa na criança, pensa no seu tempo, nas suas emoções e brincadeiras. Quando a escola pensa que tem que impor a sua aprendizagem, provavelmente está a atalhar um caminho que depois não tem resultados.
A escola amiga é a que faz os alunos aprenderem quase sem darem por ela, a escola que motiva”.