Maia ultrapassa os 8600 desempregados

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Não pára de subir o número de desempregados. Na segunda-feira, o gabinete oficial de estatísticas da União Europeia actualizou os dados referentes à Zona Euro e concluiu que, no final de Janeiro, a taxa de desemprego era de 9,9 por cento (%).

E se na Europa a 27 a taxa de desemprego no primeiro mês do corrente ano foi inferior à da Zona Euro, fixando-se em 9,5%, não se pode dizer o mesmo de Portugal. No final de Janeiro, o nosso país tinha 10,5% da população activa desempregada. Entre os 22 979 milhões de desempregados nos 27 estados-membros incluem-se cerca de 580 mil portugueses.

No Continente, o desemprego subiu 24,5% e 23,9 na região Norte. Mas ainda superior foi a subida registada no Distrito do Porto, esta semana denunciada pela Direcção da Organização Regional do PCP (DORP). Entre Janeiro de 2009 e igual mês do corrente ano, e com base nos dados do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), a estrutura diz que o desemprego no distrito cresceu 25,3%, atingindo “valores dramáticos”. Os comunistas fizeram as contas e concluíram que, em 2009, se perderam no distrito 356 postos de trabalho, por dia.

No documento já publicado no site oficial da DORP, o PCP denuncia ainda que, em relação ao total nacional, 46,5% dos trabalhadores que no ano passado perderam emprego eram do distrito do Porto, o corresponde a cerca de 130 mil e 210 pessoas. Entre elas, os 8186 maiatos que no final de 2009 estavam inscritos no centro de emprego sendo a maioria mulheres (4579). Eram mais 1126 do que em Janeiro do ano passado, correspondendo a um agravamento de quase 16%.

Se, no decorrer de 2009, a taxa de desemprego foi crescendo na Maia, não se pode dizer que tenha ficado por aí. No primeiro mês deste ano a tendência manteve-se. Face a Dezembro, a subida foi de, aproximadamente, 5,6%, para um total de 8643 desempregados inscritos. Se compararmos este número com o de igual mês do ano passado, a diferença é ainda maior. Neste caso, o desemprego na Maia agravou-se em cerca de 22,4%, tendo em conta os 7060 inscritos até ao final de Janeiro de 2009. Num ano, ficaram sem trabalho mais 1583 maiatos.

Marta Costa

(Notícia desenvolvida na edição de amanhã de Primeira Mão)