Maia vai criar Banco Municipal de Ajudas Técnicas

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A Maia foi um dos municípios contemplados com a doação de material hospitalar ortopédico, no valor de 500 mil euros. Foi oferecido pela AGAPE Foundation, uma Organização Não Governamental da Suécia, que tem vindo a ajudar vários municípios e instituições de solidariedade social de Portugal.

O nosso país foi escolhido precisamente por um português, que trabalha e reside na Suécia, Carlos Quaresma, que é o responsável pelas doações, na AGAPE Foundation. Em sua representação, na Maia, esteve José Augusto, “velha glória” do Benfica.

O material entregue esta segunda-feira é proveniente de hospitais e lares escandinavos, país onde existe a orientação de renovar os equipamentos com muita frequência. “Todos os anos fazem a renovação do material, não só nos hospitais como nas instituições estatais. Há um armazém bastante grande, em Gutemburgo, onde esse material é colocado. E depois, são feitas doações aos países mais carenciados”, explica José Augusto. Camas, cadeiras de rodas, andarilhos, são apenas alguns exemplos do material doado ao município maiato.

A vereadora da Acção Social, Ana Vieira de Carvalho, considera que este gesto de solidariedade vai, sobretudo, ajudar quem mais precisa, “porque é um material com algum valor e nem todas as pessoas conseguem adquirir uma cadeira de rodas ou um elevador para banho”.
Vai ainda permitir a criação de um Banco Municipal de Ajudas Técnicas, em parceria com as instituições da Rede Social da Maia. É por isso “uma mais valia para a Maia”, reconheceu a vereadora. O material será disponibilizado a título de empréstimo, “para pessoas ou instituições”. “E queremos também, se possível, alargá-lo a contribuições quer de empresas quer de particulares”, adianta Ana Vieira de Carvalho. Nesse sentido, a autarquia irá sensibilizar a população, particulares e empresas, para aderir a este projecto, através da doação de material hospitalar ortopédico, em boas condições e que já não necessite.

O Banco Municipal de Ajudas Técnicas, deverá entrar em funcionamento dentro de “mês e meio”, de acordo com as previsões da vereadora da acção social.

Fernanda Alves