Maia21 em busca de maior visibilidade

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Superaram as expectativas os resultados do workshop participativo “Pensar a Maia”, levado a cabo no âmbito da implementação da Agenda 21 Local, concluindo o Conselho Municipal para o Desenvolvimento Sustentável (CMDS) pela “necessidade de se dar continuidade a esta componente”. Esta foi uma das ideias saídas da última reunião, a 28 de Setembro, no auditório do Complexo de Educação Ambiental da Quinta da Gruta.

Das ferramentas de participação pública, e para além dos workshops participativos, foi promovido o Concurso “+ Maia”, a par do Fórum de Sustentabilidade, que está disponível através do Portal do Ambiente e do Cidadão. Dessa participação pública fazem também parte o Plano de Mobilidade e Acessibilidade para Todos e ainda o Plano de Pormenor da Quinta da Pícua e áreas envolventes.

Quanto às acções a desenvolver no âmbito do processo, Nuno Barros, um cidadão com desenvolvimento sustentável representado no conselho, sugeriu a celebração de um protocolo com um jornal local, no sentido de divulgar, “de um modo sistemático”, as diversas fases do projecto Maia21, lê-se na acta da reunião. A este propósito, Helena Lopes, membro do grupo coordenador, propôs o envolvimento das escolas e das próprias empresas do concelho. Já Marta Moreira usou o argumento da “crise actual do país” para defender que devem ser os cidadãos “a legitimar a prioridade a dar (…) aos projectos que existem no âmbito do Planeamento Urbano do Município da Maia”.

Desta reunião saiu ainda a conclusão de que é preciso renovar os membros mais activos do conselho, ficando agendada para Março do próximo ano. Para o início de 2011 ficou prevista a realização de acções de participação pública intercalares, “para se manter a comunidade informada acerca do processo” da Agenda 21 Local.

Para aprofundar a evolução do processo, foi decidida a criação de quatro grupos de trabalho, nas áreas da mobilidade, orçamento participativo, sensibilização ambiental e formação cívica e ainda na área social. Destes grupos farão parte os membros do CMDS mais identificados com as respectivas áreas, bem como elementos exteriores que poderão ser convidados para o efeito. A saber, ao director do Instituto de Emprego e Formação Profissional e ao director do Departamento de Comunicação, Imagem e Relações Institucionais (Área Social), à directora do Departamento de Finanças e Património (Orçamento Participativo), ao director do Departamento de Trânsito e Transportes (Mobilidade), assim como a representantes das empresas municipais (grupo da sensibilização ambiental e formação cívica). Certo é que fará parte do grupo de trabalho do Orçamento Participativo o director da Cultura e Turismo.

Para dar visibilidade aos projectos de sustentabilidade existentes e maximizar as possibilidades de desenvolvimento futuro”, o presidente do CMDS, António da Silva Tiago, desafiou os presentes na reunião a organizarem “um evento em grande escala”, na Maia, com periodicidade anual e duração de uma semana. Com actividades desportivas e conferências, mas também ateliês ambientais, exposições, gastronomia tradicional e desfiles de moda. Este será um assunto ainda a debater no seio dos grupos de trabalho, mas com uma certeza: “É muito importante captar apoios financeiros para este tipo de projectos”.

E porque o desenvolvimento sustentável foi o mote para esta reunião, dela saiu também o alerta para uma “vigilância apertada” às empresas UNICER, Savinor e Siderurgia Nacional, consideradas “fontes perturbadoras”.

Marta Costa