Maiambiente com novas instalações

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Este é “um momento marcante”, em que a “Maiambiente chega à maturidade”. Assim se referiu Carlos Mendes à inauguração das novas instalações da Empresa Municipal de Ambiente, no passado sábado.

A Maiambiente mudou-se do Bairro do Sobreiro para o espaço onde funcionou o Matadouro Municipal, a cerca de um mês e meio de completar o oitavo aniversário, desde que foi assinada a escritura pública de constituição da empresa. Estávamos a 31 de Agosto de 2001.

A mudança de instalações não é novidade, tendo em conta que aquelas em que a Maiambiente funcionou até agora sempre foram consideradas provisórias. Com o aumento dos recursos humanos e do número de viaturas, tornaram-se “exíguas, insuficientes”. Além disso, “não havia condições adequadas, para os trabalhadores, ao nível dos balneários”, a somar à falta de espaço para armazenar contentores, ecopontos e molocs, reconheceu no sábado o director-geral da Maiambiente. Os problemas ficaram agora resolvidos, com mais área disponível para todo o tipo de serviços.

Ouça as declarações de Carlos Mendes:

[audio:C_MENDES.mp3]

O edifício do antigo Macmaia – Matadouro Agrícola e Comercial da Maia sofreu obras de manutenção, adaptação e construção, realizadas em duas fases, ao longo de dez meses, numa área total de cerca de dez mil metros quadrados, sendo 4200 de área coberta. Custaram cerca de 400 mil euros.

O presidente da Câmara da Maia, Bragança Fernandes, deu como exemplo de melhoria os balneários agora disponíveis para os funcionários, que “são fantásticos”, a somar ao recurso a painéis solares para aquecimento da água.

O presidente do conselho de administração da Maiambiente classificou de “feliz” o projecto de adaptação do antigo Matadouro para a empresa municipal de ambiente. Salientando o facto da empresa ter gasto apenas uma parte do subsídio recebido, António da Silva Tiago desejou ainda que, no futuro, “dependa cada vez menos do orçamento municipal”. E fez ainda questão de louvar o trabalho feito ao nível da redução do absentismo e do controlo do trabalho extraordinário.

Contentores para todos

Já na “fase adulta” da empresa, disse Carlos Mendes, a Maiambiente encontra-se agora “com capacidade para enfrentar novos desafios”. E para melhorar todos os indicadores, a Maiambiente quer disponibilizar a todo o concelho os contentores de uso particular, já com um dispositivo electrónico que permitirá um acompanhamento do processo e maior optimização do serviço prestado. No entanto, esse alargamento vai obrigar a uma readaptação dos actuais serviços de recolha indiferenciada de resíduos, não estando para já previsto o reforço do quadro de pessoal para responder a esse alargamento, tendo em conta que “ainda é possível melhorar a optimização dos serviços”. Mas a ser necessário mais pessoal, há dois cenários possíveis: contratação directa ou subcontratação de serviços a empresas privadas.

A nível financeiro, para a implementação deste projecto, a Empresa Municipal de Ambiente da Maia apresentou já uma candidatura às verbas do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), aguardando ainda uma resposta.

A festa de inauguração das novas instalações da Maiambiente contou com a presença de funcionários da empresa e diversos elementos do conselho de administração, como Fernando Leite ou José Francisco Vieira de Carvalho. Mas também técnicos do ambiente da Câmara Municipal da Maia, alguns presidentes de junta e ainda deputados e presidente da Assembleia Municipal da Maia, sem esquecer representantes de entidades como a Santa Casa da Misericórdia da Maia ou dos Bombeiros Voluntários de Moreira da Maia.

Marta Costa

(Notícia a desenvolver na edição de sexta-feira de Primeira Mão)