Maiato foi mentor de fraude de faturas falsas de 260 milhões de euros

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Uma rede de empresários no negócio do ouro, contabilistas e testas de ferro passaram um total de 260 milhões de euros em faturas falsas. A ideia era enriquecer através dos impostos. De acordo com o Jornal de Notícias desta terça-feira o esquema terá sido montado por um contabilista da Maia, entretanto já falecido.

A rede terá usado empresas-fantasma para passar 260 milhões de euros em faturas falsas, na tentativa de lucrar 70 milhões de euros em impostos, um esquema agora desmontado pela Polícia Judiciária do Porto e por inspetores da Autoridade Tributária.

De acordo com o JN, 20 pessoas e 30 empresas foram constituídas arguidas, acusadas dos crimes de associação criminosa, fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais.

O esquema que durou um total de três anos foi montado por um contabilista da Maia, entretanto falecido, com o objetivo de diminuir o IVA e o IRC que nove empresários no ramo da compra e venda de ouro — de Santa Maria da Feira, Maia, Gaia, Penafiel, Gondomar e Porto — deveriam declarar, ficando com o dinheiro para si, refere o JN.

De acordo com a acusação do Ministério Público, transações foram simuladas através de faturação fictícia, sendo que o plano passava também pelo aumento do custo dos funcionários e pelo uso de recibos que não correspondiam a negócios reais.

O Técnico Oficial de Contas da Maia, com a ajuda de outros dois contabilistas, criou cerca de duas dezenas de empresas, recorrendo a outros testas de ferro — regra geral, pessoas com dificuldades financeiras, que aceitaram constar nos registos enquanto gestores das empresas por duas ou três centenas de euros, e que o MP considerou não terem conhecimento da atividade ilegal.

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