Manual Digital sem barreiras e personalizado

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Uma empresa da Maia, a Lusoinfo Multimédia, Lda., associou-se ao Instituto de Educação (IE) da Universidade do Minho para promoverem o Manual Digital II. O projecto, com arranque previsto para Outubro próximo, deve estar concluído dentro de três anos. Como principal característica, destaca-se o facto de ser personalizado, consoante as necessidades do aluno. Apesar de ter nascido na Maia e de se ter estendido já a outros concelhos do país, pretende-se também a internacionalização.

O projecto a que se refere o protocolo de colaboração já assinado entre as duas entidades assenta, sobretudo, na componente de Investigação e Desenvolvimento (I&D) aplicada. E porque visa “o desenvolvimento de produtos e serviços criativos, inovadores e competitivos no mercado”, lê-se numa nota do IE, enquadra-se no Cluster das Indústrias Criativas da Região Norte. Foi neste contexto que se candidatou ao apoio comunitário no âmbito do Programa Operacional Norte (ON2) do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), sendo contemplados com um financiamento de 70 por cento do orçamento elegível de 598,3 mil euros. Mas o investimento global previsto para os próximos três anos ronda um milhão de euros. De referir ainda que, desde que surgiu há três anos, é a primeira vez que o projecto recebe algum tipo de financiamento, tendo vivido até aqui “exclusivamente do mercado”.

Durante os próximos três anos, as entidades promotoras comprometem-se a “incorporar toda a parte de investigação em termos de paradigmas de desenvolvimento de conteúdos e de plataformas emergentes de distribuição de conteúdos dentro da estratégia e do objecto do manual digital”, adianta o administrador da Lusoinfo Multimédia, Carlos Moreira. Daqui irá resultar uma evolução do primeiro Manual Digital, mas mantendo como público alvo os alunos do primeiro ciclo do ensino básico.

Projecto inteligente

São, fundamentalmente, três as novidades. Por um lado, a segunda versão vai assentar na mais recente investigação nacional ao nível da concepção e produção de conteúdos. Daí a escolha da Universidade do Minho como parceira, por se tratar de uma instituição “que, na área da educação, é uma das universidades com mais trabalho na área das TIC’s da educação”, reconhece Carlos Moreira. Aproveitando este conhecimento, a Lusoinfo Multimédia propõe-se incorporar mais e mais diversificados conteúdos neste Manual Digital. Com a particularidade de serem conteúdos cada vez mais centrados no aluno e personalizados.

[audio:MANUAL_DIGITAL.mp3]

Outros dos desejos dos promotores do Manual Digital é que, depois do CD, da pen drive e da Internet, esteja disponível em todas as plataformas, incluindo a televisão, as consolas e até os telemóveis. Porque todas fazem já parte do quotidiano dos alunos. E também de forma a combater eventuais diferenças e limitações no acesso às tecnologias.

Concebido na Maia, há quase três anos, este Manual Digital está a ser comercializado e distribuído a nível nacional. Em concelhos como Sintra, Oeiras, Seixal e outros. Mas também fora, em entidades como a Escola Portuguesa de Macau. Com o financiamento do QREN, a Lusoinfo Multimédia espera também “dar um salto qualitativo” e apostar também na disseminação do produto numa escala alargada. Primeiro, por todo o país, mas também pelos Países de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), no âmbito da sua internacionalização.

Marta Costa