Mário Nogueira no Clube dos Pensadores em modo de compromisso

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Mário Nogueira esteve ontem à noite no Clube de Pensadores, numa altura em que se prepara para iniciar a ronda de negociações com o Governo a partir do dia 15 de Dezembro.

 

Mário Nogueira, o dirigente da Fenprof, começou por afirmar que o salário de um professor, é isso mesmo, um salário, nem mais um tostão, a não ser que os docentes enveredem por cargos públicos. 

 

Um professor tem que o ser por gostar, por empenho e dedicação ou então não será um bom profissional”. Considerou que nesta época a classe docente vive “um período desafiante”, com várias questões que se lhe colocam entre elas a democratização da profissão.

 

Disse também que não se deve generalizar quanto ao mau desempenho pois num universo de 100 mil professores há de certeza maus profissionais, se houver 10% de maus profissionais são 10.000 professores. Os professores têm um problema de quantidade na hora de reivindicações, pesa mais no orçamento, mas também na hora de fazer barulho notam-se mais.

 

Num estudo de opinião, afirmou, “a profissão de ensino é aquela em que mais se acredita, pois, as crianças passam a maior parte do tempo com os seus professores. E os pais confiam, embora existam pessoas que querem exigir demais das funções de um professor pensando que se lhes pode delegar a educação, que compete ao ambiente familiar”.

 

Não há como afirmar que o ensino público é melhor que o privado. Nenhum é melhor que o outro, mas na escola pública os alunos aprendem melhor pela diversidade de situações, defendeu Mário Nogueira. É certo que quando se realizam olimpíadas são os alunos da escola pública que têm os melhores resultados, mas talvez porque as privadas são em menor número.

 

A OCDE elogia o desempenho dos alunos portugueses, no âmbito de Pisa, e atribui isso à qualidade dos professores, porque sabem diferenciar as necessidades dos alunos.

Esta é uma profissão altamente desgastante e o corpo docente está bastante envelhecido em Portugal.

Quase todos os alunos têm professores com 60 anos. Em 104 mil profissionais do quadro há apenas 383 jovens.

 

As condições atuais, de acordo com Mário Nogueira, desmotivam os jovens a optarem pelo ensino. Sendo a precariedade um dos principais motivos. Só no ensino superior atinge 70%.

 

Joaquim Jorge em jeito de provocação perguntou a Mário Nogueira “qual era o seu vencimento”? Mário Nogueira respondeu que é o vencimento de professor que está destacado num sindicato, assim como acontece a muitos professores destacados em organismos estatais.

 

Joaquim Jorge continuou com a sua acutilância e perguntou a Mário Nogueira “quando sair de líder da Fenprof estou a vê-lo líder da CGTP”?

 

Mário Nogueira, com muito boa disposição, respondeu que não e deixou no ar que ainda gostava de voltar ao Clube dos Pensadores quando se reformar.

 

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