Mau tempo com efeitos “recorrentes” na Maia

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A Protecção Civil da Maia não teve mãos a medir no último fim-de-semana. Num cenário em tudo semelhante ao que se verificou um pouco por todo o país, foram muitas as intervenções motivadas pelas fortes chuvas. Inundações, quedas de árvores e de muros são apenas alguns exemplos. E em alguns casos, causaram danos.

Sem provocar quaisquer danos, materiais ou humanos, entre sexta-feira e domingo da passada semana houve alagamentos de vias em, pelo menos, 11 locais distintos. Como a Estrada Nacional (EN) 14, à entrada para a Maia, junto à estação do metro e noutros pontos da Via Sá Carneiro, na Rua de Avioso, na Zona Industrial da Maia, na Via Diagonal e em duas ruas do Chantre. No Castelo, a água acumulada do lado dos correios tornava impossível a entrada no mercado. Há também registo de um alagamento no parque de estacionamento do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, em Boticas, no lugar da Bajouca, na freguesia de Gemunde.

Nas noites de sexta-feira e de domingo, houve também alagamentos de via na Urbanização dos Maninhos. Também aqui, os lençóis de água provocados pela chuva dificultaram a circulação em algumas artérias e levaram à debandada da garagem de um dos edifícios. A mesma onde, num outro Inverno, foram muitos os carros danificados pelas inundações.

Muitas destas situações são já recorrentes no concelho, tendo sido agravadas pelo facto de ter chovido muito num curto espaço de tempo, estando “as sargetas entupidas” pelas folhas que caem insistentemente durante o Outono, explicou a PRIMEIRA MÃO o responsável pelo Serviço Municipal da Maia da Protecção Civil, António Lopes.

Circulação interrompida

O mau tempo entre os dias 13 e 15 de Novembro também provocou estragos. Por exemplo, na Rua do Souto, habitual palco de problemas associados ao mau tempo. Na semana passada, uma viatura ficou atascada num lençol de água, em frente à empresa A. M. Mesquita, seguindo-se a difícil tarefa de retirada da viatura. O mesmo aconteceu na EN 107, junto à Rotunda do Requeixo. A este propósito, fala-se em “muita irresponsabilidade” dos próprios automobilistas, ao insistirem na passagem. Mas houve momentos em que foi necessário interromper a circulação automóvel.

Neste caso da EN 107, o problema teve origem em mais uma subida das águas do ribeiro do Arquinho. A situação não é de agora, mas no início da semana um jornal diário citava moradores e comerciantes da zona a atribuírem as culpas às obras de construção de um centro comercial do grupo Sonae Sierra, onde antes era a Finex.

Contactado por PRIMEIRA MÃO, o novo vereador do pelouro da Protecção Civil e Segurança da Câmara Municipal da Maia optou por não comentar os efeitos das chuvas do último fim-de-semana, por ser uma situação recorrente no Inverno, sem efeitos extraordinários. De qualquer forma, Mário Nuno Neves adiantou que a autarquia vai averiguar o que se passou na EN 107.

A chuva provocou ainda abatimentos de piso, quedas de muros e de árvores. E obrigou à mudança de palco do magusto do Agrupamento de Escuteiros 95 da Maia. Fazendo alusão à forma do edifício sede, um comboio, António Lopes considera  que “devia ter o feitio de um barco, porque teve meio metro de altura de água”.

Marta Costa

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