MDM debate discriminação laboral

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A discriminação laboral entre homens e mulheres é o tema a debater na sexta-feira à noite, a partir das 21h30, na sede da Associação de Moradores do Bairro do Sobreiro, em Vermoim. Com a presença de uma dirigente sindical, as pessoas – mulheres e não só – são convidadas a participar para se falar sobre as experiências em diversos sectores da sociedade e as discriminações que possam persistir entre os dois sexos.

A iniciativa faz parte do projecto “Uma Vida de Trabalhos? Trajectórias Profissionais e Participação das Mulheres”, o resultado da candidatura do Núcleo do Porto do MDM – Movimento Democrático de Mulheres a apoios do Fundo Social Europeu, em 2008. O projecto arrancou em finais do ano passado e prolonga-se até ao final de 2010. Visa “aprofundar o conhecimento sobre os percursos profissionais das mulheres de vários sectores de actividade”, de forma a conhecer as suas características e identificar os principais problemas. Além disso, pretende-se “relacionar todos esses aspectos com a participação na vida pública”, adianta a coordenadora do projecto.

Márcia Oliveira apela à participação nesta acção de contacto, sublinhando que “é importante compreender os contributos que as mulheres podem dar para a sociedade”. Mas que nem sempre podem dar. Seja por falta de tempo ou pelas “acrescidas” dificuldades no trabalho, quando comparadas com os homens, sobretudo porque estes continuam a ganhar mais. Mas se esta discussão poderá a ajudar a melhorar a vida das mulheres, a coordenadora alerta que, no fundo, “beneficia toda a sociedade”:

[audio:MDM.mp3]

Depois da acção de contacto na Maia, ainda não estão agendadas mais mas é certo que serão desenvolvidas em vários concelhos. O que está prestes a arrancar, dentro de uma a duas semanas, é a aplicação de inquéritos e entrevistas, também no seio da Associação de Moradores do Bairro do Sobreiro. Os resultados serão, depois, tratados de forma estatística.

Das reuniões já promovidas, o MDM conclui desde já que “o vínculo de trabalho influencia a participação na vida pública”, sendo este um dos constrangimentos associados à participação sindical, a somar à organização da vida familiar:

[audio:VINCULO.mp3]

Daí a defesa da “promoção da estabilidade laboral, com trabalho com direitos, e uma melhor organização da vida familiar, com uma maior oferta de serviços sociais públicos”, pode ler-se no site do movimento na Internet (http://www.mdm.org.pt).

Tendo em conta o cenário que revela uma fraca participação das mulheres na vida pública, apesar da lei prever a igualdade, o MDM quer que o estudo desta situação tenha efeitos práticos. Por exemplo, resultando em propostas e sugestões que permitam “ultrapassar esse défice de representatividade”.

Marta Costa