“Inserir +” no Mês do Coração

0
254
foto AS
- Publicidade -

Médica da Fundação Portuguesa de Cardiologia em sensibilização no “Inserir +” da Maia.

Maio é o Mês do Coração e nesse sentido, no dia 25, foi realizada uma sessão de sensibilização aos fatores de risco das doenças cardiovasculares com a médica Maria da Paz Trigueiros. Esta ação realizou-se no projeto “Inserir +”, espaço pertencente à Associação ASAS de Ramalde, situado na Rua Simão Bolívar, na Maia.

O “Inserir +” destina-se a acompanhar pessoas em processo de reinserção, geralmente com percursos ligados ao consumo de substâncias aditivas e com baixo nível económico.

Maria da Paz Trigueiros, médica e membro da Fundação Portuguesa de Cardiologia (FPC) – Delegação Norte, foi a convidada pelo Inserir + da ASAS para abordar os utentes, no contexto da Prevenção das doenças do coração.

O Primeira Mão acompanhou a sessão e no final falou com esta delegada da FPC. Esta médica lembra que em Portugal, “a função e ação dos médicos de família no campo preventivo é muito eficaz e permanente ao longo da vida”, já que “temos a vantagem de ter a população quase toda coberta por um” destes profissionais. Hoje em dia, reconhece, os portugueses estão “muito sensibilizados” em relação às doenças de foro cardiovascular.

Maria da Paz acredita que a realização de ações de sensibilização como esta que teve lugar na Maia são importantes porque, “às vezes, é só preciso desmistificar e demonstrar que é muito fácil ter uma vida saudável e controlar o risco cardiovascular”.

Em contexto pandémico, como “todas as outras doenças não covid”, a médica da Fundação Portuguesa de Cardiologia afirma que as doenças cardiovasculares “ficaram um pouco esquecidas”. Mas os entraves registados pela pandemia “foram minimizados o máximo possível”, graças ao contínuo contacto telefónico que se ia estabelecendo com os utentes, e que segundo Maria da Paz Trigueiros, “tem funcionado muito bem”.

De acordo com a delegada da FPC, a normalização das consultas, nos últimos tempos, está a demonstrar que “muitas pessoas têm algum descontrole” cardiovascular. Esta situação poderia ser mais grave, frisa, “se não tivesse havido o atendimento à distância” ao longo deste período pandémico de quase um ano e meio.

No entanto, Maria da Paz considera que o sistema de atendimento telefónico foi um auxílio na hora de suportar problemas “para os quais os serviços não estavam preparados”. No final, é preciso reconhecer que “as coisas não correram tão mal como poderiam ter corrido”.

Em Portugal, as doenças que mais contribuem para a mortalidade são de origem cardiovascular, foi uma das ideias que transmitiu aos utentes do Inserir + da Maia, a quem deixou também uma mensagem, muitas vezes repetida: o tabaco é o principal fator de risco das doenças cardiovasculares.

Além disto, Maria da Paz Trigueiros deixou conselhos úteis e simples para manter o coração saudável: alimentação saudável, evitando gorduras, eliminar ou reduzir a adição de sal na comida, deixar tabaco e outras drogas, fazer exercício físico regular (bastam 30 minutos de caminhada três vezes por semana). E é só sentir o coração a bater…

foto AS
- Publicidade -