Menos crime na Ribeira do Porto

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Foi hoje apresentado o balanço de um ano de funcionamento do sistema de videovigilância na Ribeira do Porto. As conclusões são animadoras. A criminalidade na zona ribeirinha baixou cerca de 10 por cento graças a um sistema que dá mais liberdade aos cidadãos. É este o entender do ministro da Administração Interna, Rui Pereira, que compara os números da “invicta” com os registados em Fátima e Coimbra, onde houve um decréscimo da criminalidade em 30 e 50 por cento, respectivamente. Os números foram apresentados hoje nos Paços do Concelho do Porto.

“O projecto resultou”. É a opinião do presidente da câmara do Porto, Rui Rio, que promete um “permanente esforço para preservar a segurança” e garante que agora o Porto é “uma cidade segura”. Para o Ministro da Administração Interna, a videovigilância é um sistema que vai dar mais “liberdade” aos cidadãos, e não invadir a vida privada dos que circulam nas artérias vigiadas:

[audio:rui_pereira_videovigilancia_ribeira.mp3]

Com o problema “solucionado” na Ribeira, Rui Rio entende que não se deve “multiplicar as máquinas de filmar” que vão agora abandonar a beira-rio a curto prazo. Em hipótese está a instalação dos equipamentos na zona dos Clérigos, uma das mais movimentadas, neste momento, na noite da invicta, “algo que nem o presidente da câmara julgava possível há uns anos atrás”, confessa Rui Rio, referindo-se aos mares de gente que hoje “habitam” a baixa portuense.

As câmaras de videovigilância “ajudam a combater o crime”, no entender de Rui Pereira. O mesmo confirmou o comandante distrital da PSP, ao revelar que as imagens captadas pelas 14 câmaras instaladas na Ribeira já foram utilizadas em seis processos-crime. Em quatro desses dossiês, os equipamentos tiveram um papel decisivo e ajudaram a identificar os meliantes.

Outros números

Além do decréscimo de 9,8 por cento da criminalidade na Ribeira, há números mais detalhados, que significam uma diminuição de 66 por cento de crimes de ofensa à integridade física, 16 por cento de roubos na via pública, 25 por cento de assaltos a estabelecimentos comerciais e 50 por cento nos roubos de veículos.

Pedro Póvoas