Misericórdia da Maia sem efeitos da crise

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Algumas misericórdias já sentiram os efeitos da crise.

A União das Misericórdias Portuguesas (UMP) diz estarem a aumentar os pedidos de isenção ou de redução das comparticipações dos pais nas creches e jardins-de-infância.

Atento à situação, o responsável pelo Gabinete de Acção Social, Carlos Andrade, sublinha tratar-se de “uma situação tipicamente resultante da crise” , logo, com incidências diversas nos diferentes pontos do país.

Ouça as declarações de Carlos Andrade:

[audio:CARLOS_ANDRADE.mp3]

Mas sem que se possa falar num problema de sustentabilidade das instituições. Isso mesmo nega também, e por agora, a provedora da Santa Casa da Misericórdia da Maia (SCMM), instituição com 12 estabelecimentos de creche e jardim-de-infância, num universo de 1280 crianças.

Apesar de surgir como exemplo numa reportagem publicada no jornal da UMP, “Voz das Misericórdias”, a responsável pela instituição não associa os pedidos de revisão das mensalidades à crise que se tem manifestado a diversos níveis. Rejeitando “uma visão assustadora”, Lurdes Maia recorda que esses pedidos já começaram a aparecer no último ano. Seja por uma situação de desemprego de algum dos elementos do agregado, ou simplesmente porque o núcleo familiar aumentou.

Ouça as declarações de Lurdes Maia:

[audio:CRISE_PONTUAL.mp3]

Atenta ao que se passa a nível nacional, Lurdes Maia confessa-se preocupada, desejando que “esta situação seja ultrapassada e as coisas comecem também a inverter-se”. Mas admite que, a agravar-se o cenário, as instituições que tenham na actividade social – e respectivas comparticipações dos utentes – a única fonte de receita podem chegar a um momento de insustentabilidade financeira. “Se falha isto, logicamente que as instituições não têm meios”, admite a provedora da SCMM.

A UMP já criou uma comissão para avaliar as soluções a adoptar, mas sempre no âmbito da cooperação com o Governo, garante Carlos Andrade.

Marta Costa

(Notícia desenvolvida na edição desta semana de Primeira Mão)