Mocidade de Sangemil assinala 36º aniversário

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Há um ano, por alturas da comemoração do 35º aniversário, o presidente do Mocidade de Sangemil, Mário Vinhas, afirmava que tudo iria fazer para ter jovens a representar as cores do clube. Um ano depois, no domingo, durante a sessão solene que marcou o 36º aniversário, o mesmo dirigente dava provas de ter cumprido esse primeiro objectivo. “Hoje o grupo com crianças entre os 5 e os 7 anos ultrapassa os 40 miúdos”.

O clube fez uma parceria com a Escola de Futebol 115, que espera “que seja duradoura” inscreveu os jovens na Associação de Futebol do Porto e tem feito uma época positiva, somando três vitórias, um empate e uma derrota. Mário Vinhas fez ainda questão de realçar que o projecto surgiu “não para afrontar alguém” mas para colmatar uma lacuna existente.

No que toca ao futsal, o Mocidade de Sangemil também vai iniciar a sua participação na Liga de Futsal da Maia. Novidade é a formação uma equipa de veteranos de futsal que vai competir no Inter Freguesias. Ao todo, “são cerca de 100 atletas que representam as nossas cores”, reiterou Mário Vinhas.

A crise também não esteve alheia à intervenção do dirigente. O presidente do Mocidade de Sangemil afirma que “é difícil” o associativismo, no entanto, “com rigor orçamental e a ajuda de todos vamos conseguir continuar”. A título de exemplo, apontou algumas melhorias que foram implementadas e que permitem a poupança. É o caso de “um sistema solar de aquecimento nos balneários que permite poupar no gás”.

Domingos Martins, representante da Federação das Colectividades do Distrito do Porto, salientou a dinâmica imposta pela nova direcção. “É um bom exemplo para as colectividades o distrito”. Recordou ainda os valores que tinha sido apontados pelo presidente da assembleia geral da colectividade – união e solidariedade e juntou-lhe a gratidão como sendo valores que norteiam o associativismo e que “estão na ordem do dia”.

E num momento de crise nacional, diz Domingos Martins que são os dirigentes que possuem a preparação adequada para a combater porque “sempre estivemos em crise”.

Também o representante da Associação de Futebol do Porto, Eduardo Madeira, centrou a sua intervenção nas dificuldades do movimento associativo, “que tem sido posto em causa porque o barco que levamos é muito grande e as dificuldades imensas”. No entanto, louva o esforço do Mocidade de Sangemil para as tentar ultrapassar.
O ex-vereador do Desporto, actual da Educação e médico do clube, Nogueira dos Santos aproveitou para falar dos apoios que a autarquia dá aos clubes do concelho. Por exemplo, com o pagamento das inscrições dos atletas nas diferentes associações. “Mas o que é importante é ter homens com saber”, acrescentou.

Para além das inscrições, a Câmara da Maia ainda cede os espaços para a prática desportiva, cede transporte e trata da manutenção dos espaços. Mas, à semelhança do que já tinha feito no Flor de Pedrouços, recordou os cortes levados a cabo pelo Governo e a diminuição das receitas provenientes da construção para avisar que “vai ser um ano muito difícil”. Ao clube, deu os parabéns por tudo o que tem feito.

Isabel Fernandes Moreira