Morreu António Maia Freitas: “Uma perda irreparável” (áudio)

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Faleceu António Maia da Silva Freitas. O presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Moreira da Maia e da Assembleia de Freguesia da Vila de Moreira da Maia faria no dia 8 de Agosto 70 anos. Não resistiu à doença que o obrigou a uma intervenção cirúrgica há cerca de um ano. Faleceu no sábado, por volta das 19h00. A missa do sétimo dia é celebrada esta sexta-feira, às 19h00, no Mosteiro do Divino Salvador de Moreira.

António Freitas chegou à presidência da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Moreira da Maia para suceder a Pedro Barros Prata, ao fim de quatro tentativas de assembleia-geral, motivada pela não continuidade da direcção de então. Estávamos em Abril de 1994. Já nessa altura era descrito como alguém “que tem dedicado boa parte da sua vida às instituições da terra que o viu nascer”, com uma “faceta de homem dialogante, de homem bom, acrescida de uma inteligência aguçada”, lê-se na publicação comemorativa dos 75 anos da instituição.

Desde que assumiu a direcção da associação humanitária, António Maia da Silva Freitas esteve envolvido em projectos como a necessária legalização das viaturas e a compra de outras, as obras de acesso à parada, a repintura e restauro do quartel ou a remodelação do fardamento, entre muitos outros projectos. Por concretizar ficaram desígnios como as novas secções dos Bombeiros Voluntários de Moreira da Maia no Castelo e no Aeródromo de Vilar de Luz, em Folgosa. Também não chegou a inaugurar as novas instalações do quartel sede, para onde será transferida a parte administrativa e a central de comunicações.

Estes serão, certamente, projectos a acompanhar pelo presidente em exercício, Rocha Nunes, vice-presidente da direcção de António Freitas, de quem era também amigo de longa data. Chegaram a estudar juntos, no Porto, embora seguindo depois caminhos distintos. Reaproximaram-se quando Rocha Nunes foi convidado para integrar a direcção da associação humanitária, sublinhando que “queria um lugar mais modesto”. Durante seis anos foi vogal e, mais recentemente, assumiu a vice-presidência.

Dos vários anos de amizade e de trabalho em conjunto, Rocha Nunes recorda António Maia da Silva Freitas como “uma pessoa muito honesta, amiga do seu amigo, leal” e que “servia as outras pessoas com toda a entrega que se lhe conhecia”. No cargo que ocupou durante 16 anos, sublinha, era já considerado um presidente “carismático”, por isso, “deixa muitas saudades”.

[audio:ROCHA_FREITAS.mp3]

É também como “excelente homem, excelente dirigente e amigo da causa dos bombeiros e não só” que Manuel Carvalho considera a morte de António Freitas como “uma grande perca para a freguesia, para os bombeiros e para a comunidade”.

[audio:MANUEL_FREITAS.mp3]

Nomeado comandante dos Bombeiros Voluntários de Moreira da Maia a 12 de Novembro de 2001, lembra o seu presidente como “pessoa assertiva, trabalhadora, amiga do amigo, uma pessoa com uma forma de estar excepcional”. Embora admitindo que “um homem destes cria sempre um vazio”, Manuel Carvalho acredita que a instituição se vai reorganizar no sentido de dar continuidade ao trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos.

Era único

Além da ligação aos bombeiros, António Freitas teve também experiência na vida autárquica. Depois da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, chegou também a trabalhar na autarquia maiata, de onde saía para a Junta de Freguesia da Vila de Moreira, onde deu apoio durante quase 40 anos. Mais tarde, foi convidado por Albino Maia para integrar as listas às eleições autárquicas – apesar das diferentes cores políticas – e foi eleito presidente da Assembleia de Freguesia da Vila de Moreira. Estava a cumprir o terceiro mandato. Durante vários anos, foi ainda deputado na Assembleia Municipal da Maia, pelo CDS-PP. Actualmente, era também presidente da assembleia-geral da Associação Mutualista de Moreira da Maia e Freguesias Circunvizinhas. Por tudo isto, admite o presidente em exercício, Rocha Nunes, “era um indivíduo muito conhecido na freguesia e muito querido”.

Pelos mesmos motivos, o presidente da Junta de Freguesia da Vila de Moreira da Maia considera tratar-se de “uma perda irreparável” para toda a comunidade, com quem mantinha “uma relação muito próxima” pelo seu “cariz muito próprio de tratar e de lidar com as coisas”.

[audio:ALBINO_FREITAS.mp3]

Albino Maia está, por isso, consciente que as consequências deste desaparecimento serão “muito difíceis de contornar”, até porque a doença o venceu “tão rápido que não deu para arranjar alternativas”. Até porque António Freitas, de que ainda é familiar indirecto e que tratava como “Toninho Freitas”, “era único”, sendo um vazio difícil de colmatar.

Marta Costa

1 COMENTÁRIO

  1. eu não conhecia muito bem o senhor freita mas quando chegava a minha veira dizia que era a narcisinha dele.
    eu com esta frase vau ter muita faLta dele gostava de estar com ela porque ele era uma pessoa muito fise.
    ele um dia perguntau-me quando eu ia entar para os bombeiros vuluntarios de moreira da maia queria me meter mas os meus pais não deixavam.
    goatava de estar mais vezes com ele mas a minha ultima vez que o vi vivo foi em feveriro que me mandau ir a secretaria buscar uma coisa para dele mas me parecia que era a ultima vez que o ia ver no quartel dos bombeiros vuluntarios de moreira da maia desde ai a recebia noticia dele por o meu pai mas eu soube que ele estava no hospital de são joão saube que ela foi embora para casa mas nunca foi ver ao hospital.
    o presidente dos bombeiros não foi para o salao dos bombeiros pk ele a era persidente da junta.
    mas quando o antonio freitas moreu os bombeiros faziam a pesencia junta de freguesia de vila moreira da maia fazia 4 bombeiros de presedente.
    eu foi ao ferenal dele para dar a minha omenagem a ele
    ele sai da junta de moreira depois foi para a igeja e depois foi enterada
    no fim de ser integado os bombeiros fizeram a humanegem a ela com a sirenes de todos os caros comecaram a tocar durante algum muimutos

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