Movimento de luta contra o cancro passa pela Maia

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O auditório do Cineteatro Venepor recebe este sábado, pelas 17h00, o colóquio médico “Vamos falar de Cancro” que assinalará a apresentação e lançamento do projecto “Um dia pela Vida” (UDPV). Uma iniciativa da Liga Portuguesa Contra o Cancro. Na Maia, o projecto tem como responsável local, Jaime Gonçalves (na imagem), professor de História aposentado.

De simples cidadão maiato, Jaime Gonçalves passou a ter a missão de fazer passar a mensagem do projecto junto da comunidade local, de forma reunir o maior número de participantes e de fundos.

Tudo começou quando uma colega de profissão o convidou para assistir ao lançamento do projecto em Guimarães. “Fui como um mero espectador e, quando estávamos na sessão, a dada altura, a minha colega a achou por bem anunciar-me como a pessoa que ficaria encarregue de dinamizar o projecto na Maia”. Primeiro, o sentimento era de “reserva”, porque, diz, “era um salto para o escuro”. Mas quando se deu conta do “espírito” e “teor” do projecto decidiu agarrá-lo e lançar o desafio na Maia.

O objectivo do projecto UDPV é “informar a população da existência deste mal, porque anda distraída e pensa que só acontece aos outros”. E também, angariar fundos para “uma investigação capaz de forma a chegarmos a uma cura ou a um melhor controlo da doença”, diz Jaime Gonçalves.

O responsável local pela iniciativa espera que a população maiata possa contribuir com o seu tempo, organizando-se em equipas na realização de actividades de angariação de fundos. Para já, além da Liga Portuguesa Contra o Cancro, o projecto conta com o apoio da Câmara Municipal da Maia. Entre 12 de Dezembro e 17 de Abril, as equipas inscritas podem organizar várias acções. Palestras sobre e doença, convívios, quermeses, caminhadas, teatro nas escolas, feiras, exposições e leilões, são algumas das ideias lançadas pela Liga Portuguesa Contra o Cancro.

Para o último dia da iniciativa, a 17 de Abril está agendada uma caminhada, que será antecedida de uma arruada. Um dos momentos mais altos, neste dia, será a cerimónia das luminárias. Ao final do dia, o caminho será iluminado por milhares de luminárias em homegagem aos que foram vencidos pelo cancro, aos que venceram a doença e aos que ainda lutam contra ela. Estão ainda previstas outras acções que terão como palco o centro da cidade da Maia. “Haverá estruturas de apoio, palcos, artistas, tendinhas para venda de produtos. Queremos transformar isto numa festa”, salienta Jaime Gonçalves. O responsável local pelo projecto UDPV diz ainda que gostava de contar com a participação de algumas personalidades da sociedade portuguesa, de áreas como o desporto e a cultura. Seria, na opinião de Jaime Gonçalves, uma forma de atrair mais pessoas, e por sua vez, mais receitas.

A PRIMERA MÃO, Jaime Gonçalves confessa que o envolvimento no projecto veio mudar a sua forma de estar na vida. “Fui sempre uma pessoa recatada, que viveu durante muitos anos na Maia, mas que não conhece ninguém. É a primeira vez que faço uma abordagem aos órgãos de comunicação da Maia. Sou eu que estou a dar a cara por este projecto”, diz. No entanto, Jaime Gonçalves esclarece que o seu objectivo não é obter “protagonismo”, mas antes, ajudar a Liga Portuguesa Contra o Cancro a conseguir fundos que possam assegurar a continuidade do trabalho daquela instituição.

Desde 2004

Em Portugal, o movimento “Um dia pela Vida” nasceu em 2004, através de uma parceria entre a Liga Portuguesa Contra o Cancro e a American Cancer Society. No Mundo, são já 26 as Nações que integram este movimento.

No nosso país, a primeira acção decorreu em Março de 2005, na Vila de Coruche, com uma caminhada contra o cancro que contou com a participação de um milhar de pessoas, distribuídas por 63 equipas. O evento, que teve uma duração de 16 horas, foi visitado por mais de 15 mil pessoas.

Maia e Abrantes são os municípios que, este ano, se juntaram ao movimento que em Portugal conta já com a participação de 19 concelhos. Guimarães é, até agora, o município com o maior número de participações na caminhada “Um dia pela Vida”, cerca de 1300 pessoas, distribuídas por 105 equipas.