No Centro Comunitário Vermoim/Sobreiro houve mais 800 pedidos de ajuda num ano

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Mário Figueiredo é coordenador do Centro Comunitário de Vermoim/Sobreiro e, em conversa com o Maia Primeira Mão, afirmou que a pandemia expôs muitas dificuldades, até para os que tinham uma “vida normal com bens de consumo normalizado e satisfatório”.

O coordenador explica que o Centro Comunitário “possui diversos programas em parceria com a Segurança Social e com o município da Maia”. O Centro tem também a funcionar regularmente o plano de emergência alimentar, de apoio a “pessoas muito vulneráveis”.

Nos dois programas “mais importantes”, Mário esclarece que houve um aumento de cerca de 800 pessoas em apenas um ano. Segundo ele “a procura tem sido muito grande, especialmente nos últimos tempos e a situação de emergência social é dramática”.

Para integração nestes programas, “que têm sido combinados e estruturados no município de forma justa, equilibrada e com critérios iguais para todos”, Mário Figueiredo explica que existe uma “avaliação técnica da necessidade”.

“Normalmente se as pessoas estiverem numa situação muito vulnerável naquele momento, recebem um apoio pontual e depois são encaminhadas imediatamente para um gabinete de atendimento integral local”.

Mário Figueiredo afirma que nos últimos tempos tem havido um aumento exponencial da procura “não só de bens alimentares, mas também de bens essenciais como roupa, mobiliário, brinquedos e livros”.

Este responsável prevê que a procura vai continuar a aumentar, pois o desemprego veio expor muitas vulnerabilidades. Algumas prendem-se com “as disfunções familiares, provenientes de divórcios”, por exemplo.
Para além das pessoas “estruturalmente vulneráveis”, o coordenador do Centro Comunitário (CC) de Vermoim/Sobreiro explica que “começa a haver um aumento de pessoas que não estavam habituadas a ter este tipo de dificuldades e, que agora, se veem confrontadas com uma situação completamente estranha”.

Normalmente, as pessoas não precisam só de apoio alimentar, mas também “de apoio psicológico e na procura de emprego”. Para isso, Mário Figueiredo explica que existe na instituição um programa em parceria com a Fundação “la Caixa”, denominado ‘Incorpora’ e que ajuda na “capacitação e mediação profissional”.

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